ÁRIA DE SENTIR
escrevo-te nas mãos estendidas
as falas aprendidas
no gestual sentir
desenhado
nas formas do corpo talhado
no gume dos lábios adormecidos
todos os beijos esquecidos
no gosto abandonado
à boca de uma cena qualquer
no palco em escuridão
entre os teus dedos a mulher
a escrever pela mão
o riso contornado
em ária de sentir
escrevo-te na pele das palavras
nos poros a transpirar
nos olhos com lágrimas no olhar
numa escrita a desistir
das sombras as mágoas
o silêncio da melodia
a luz que se apaga
em emudecida poesia
passo a passo na inquieta doçura
a alma que deixo em sentidos
num último acto de melancolia
na ribalta da loucura
a escrita fantasia
os gestos fingidos
a tortura
da vida
...
musa
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