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segunda-feira, 24 de março de 2014

TRISTE LUZ

TRISTE LUZ

Nos fiapos da solidão que se ampara de mim desprendem se tristezas evadindo se de silêncio no olhar a lugar algum que eu não saiba sentir.
Esta insatisfação que se apodera de mim mostrando-me a estranha sensação de nada ter e quase não ser além de pedaços trémulos de uma vida que se deixa viver.
A visão conturbada e bruxuleante de uma chuva de memórias que teimam ser e o sentir de todos os dias sem mudar uma vírgula dos sonhos arrumados na gaveta das necessidades ao fundo de inocentes saudades sem tempo de se iludirem.
Tenho um frio entranhado no vazio do olhar que ninguém parece entender e o sorrir escondido por entre a pele engelhada dos gritos abafados pelo calor de um Abraço por dar.
Nem dos beijos perdidos por entre lembranças sobram as palavras aprendidas em silente ilusão das desgarradas dos segredos nunca inventados em lábios formulados de sentimento a desfalecer agonias tímidas.
No fundo sobra a angústia de um final que tarda em acontecer pela magia das alvoradas despidas de afetos incumpridos no cerne melancólico da sensibilidade indicando o caminho de luz em busca de merecido descanso.
Sinto me tão cansada... e só...
musa

Só tu para transformar assim a tristeza...
...Em belo...

Beijo-te... Silenciosamente...


António

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