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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Parto do Pranto

deixa-me ter nos teus braços o parto do pranto

no teu olhar deixa rebentar as águas em delírio e encanto

abrir as pernas em doçura ardente

dentro do meu peito sentir tão quente

nasceres em mim

abrir-se a alma como entrada nas fráguas

pedras escravas de todos os sentidos

de todas as mágoas

de todos os choros paridos

enquanto as ancas se aprumam no jeito

as carnes se alargam

se alagam em sangue no leito

espasmos em flor e uma a uma a contracção

as dores se afagam

voltam a vir

os olhos se apagam

para da dor saíres tu

e eu tanto te sentir

num parto de dor e comoção

o corpo extenuado nú

acabado de parir

uma paixão

1 comentário:

Bell George disse...

Ana Barbara; hallo que este poema es triste, pero hermoso. Veré si la traducción está bien. Bjus.