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sábado, 2 de maio de 2015

MÃE DE MAIO

MÃE DE MAIO

Talvez dos meses do tempo
De toda a criação
Desse altar como lamento
Haja em silêncio oração
Consagrada maternidade
Mãe de Maio homenageada
Para toda a eternidade

Mãe que apetece gritar
De mãos abertas sem nada
A alma ofendida apunhalada
Com lágrimas no olhar
E o silêncio um grito

Brilha de tentação a dor como punhal
Nesse coração tão aflito
Vencido pela mão do mal
Uma dor tão de aço
Crua e alucinante
Tão transcendental
Apertada como um abraço
Dura e cortante
Vil afiada

E as mãos sem nada
Como colo amparo de Mãe
Abertas negando a prece
Molhadas da luz de Maio
Um abraço transparece
Negra profundidade
Onde tropeço e caio
Em triste realidade
...

musa

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