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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Perfume de Paris

Deita sobre o corpo perfume de Paris

Como quem diz

Da maciez da rosa

Pétalas de cor aveludadas

E o teu cheiro

Poemas e prosa

E o grito derradeiro

Das nossas mãos entrelaçadas

Deita sobre ele

Pétalas brancas rubras rosadas

E toda a luz de uma cidade

As cores de uma paleta

O grito de saudade

Em odores vitrificados numa roseta

E a ferida aberta

De um poema a morrer

Pelo amor que ficou por fazer

Deita sobre o meu o teu

Enrola os teus dedos

Na penúmbra húmida do meu ser

E o beijo que aqueceu

Os nossos olhares e os nossos medos

Apenas quis dizer

Que a última pétala da rosa clamor

Foi luz

Perfume

Sedução

Em cheiros e cores

Voláteis odores

De tantos sabores

A ilusão de sentir numa flor

Leves seios ondulados

De ciúme

De amor

Onde apenas demora

Traição

A verter pelos olhos azulados

Onde mora

Tanta solidão

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