NO
CAMPO
No
colo de Madrugadas quentes e de Entardeceres abafados
Havia o cansaço lento do olhar meigo da avó presa ao tempo
Essa terra semeada de abraços e beijos ternamente molhados
Envolvidos de perfume a campo agreste de mimosas ao vento
Havia o cansaço lento do olhar meigo da avó presa ao tempo
Essa terra semeada de abraços e beijos ternamente molhados
Envolvidos de perfume a campo agreste de mimosas ao vento
Pés
no chão alma enchendo regos feitos pelo gume da enxada
As mãos doridas de cansaço e amor gravando a vida doce suor
No peito o sangue das mimosas vivas e da terra assim lavrada
Sulcos de sentimentos enterrados memórias de choro e de dor
As mãos doridas de cansaço e amor gravando a vida doce suor
No peito o sangue das mimosas vivas e da terra assim lavrada
Sulcos de sentimentos enterrados memórias de choro e de dor
A
infância é uma casinha perdida no campo entre flores do regaço
Que abraça a fantasia onde repousa a terra dos restos da avó
No vale dos silêncios da ternura cheira a mimosas e ao seu abraço
Que abraça a fantasia onde repousa a terra dos restos da avó
No vale dos silêncios da ternura cheira a mimosas e ao seu abraço
Quando
o olhar se perde na poesia das imagens dessa loucura
Soltam se as lágrimas da garganta feita angústia e apertado nó
Esta saudade eterna que de versos húmidos teima e perdura
...
musa
Soltam se as lágrimas da garganta feita angústia e apertado nó
Esta saudade eterna que de versos húmidos teima e perdura
...
musa
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