sábado, 31 de dezembro de 2011

MÃE TERRA

Mãe terra
Os campos vazios
As árvores despidas
Os rios frios
As águas vertidas
O tempo adormecido
No teu regaço esquecido
Águas escorrem montanhas
Brumas vestem planícies
Apodrecem as folhas castanhas
Em humedecidas superfícies
Sincelos enfeitam ramos
Na nudez das campinas
Pastam sossegados gamos
Deixadas agrestes ravinas
E o ano finda
Acolhe a doce brancura
Dos dias em que ainda
Saboreia alguma loucura
E tu terrena adormecida
Mãe sagrada natureza
Assim completas a vida
De encanto estranha beleza
Deusa pagando tributos
Ao universo derramado
Flores verdes folhas frutos
Em cada tempo denominado
Sagração das estações
A um desejo atribulado
Da vida que te ama
És bela senhora terra dama
Em ti batem frágeis corações
De uma riqueza inconcebível
Na quimera das ilusões
Em todos os elementos
Alertando o insensível
De todos os sentimentos
Terra Mãe proclamada
Natureza pungente
Soberana amada
Que vida sente
musa

1 comentário:

Carlos Lobato disse...

Fantastico blog ana Barbara.
Seguirei.
E e uma honra para mim, que esteja a seguir o meu!