sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ÁRVORES DESPIDAS


Autor(a) Fernando Martins
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O dia cinzento
Recolhe-se em mim adentro
Fustiga-me o vento
Húmida frialdade
Invade o pensamento
Tolda a claridade
O sentimento
Vem das árvores despidas
O chão orvalhado
As folhas caídas
O dia pesado
E todas as despedidas
Em abraços de Inverno
Troncos e ramos nus
No círculo eterno
Alimentam olhos crus
Nessa dolente afasia
Em que a brisa quieta
Silencia os dias
E em mim desperta
Instantes de poesias
musa

1 comentário:

João Bosco Maia disse...

Vagando nessas tantas ruas virtuais, encontrei tua porta de amante das Letras aberta - e entrei. Devo anunciar-me como um desses que diz "Oi, de casa! Trago aqui em minhas mãos a chave para dias melhores: escrevo e vendo livros!". Assim, venho te convidar para visitar o meu blog e conhecer as sinopses de meus romances, a forma de adquiri-los e, posteriormente, discuti-los. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
Um grande abraço literário,

João Bosco Maia