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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

DA CHUVA A DOR

DA CHUVA A DOR

Gotas de chuva e pedaços de mim
Por dentro um vendaval de dor
E o corpo fustigado pelo sentir
Arrefece os sentidos o húmido cetim
Das lágrimas que se abrem em flor
Como pétalas de orvalho a cair
Da alma entregue ao fim
Latejando carmim
O sangue a doer
De tanto sofrer
Pano dorido
Da chuva a dor molhada e fria
Enregela o sentido
A lívida face macilenta vazia
Humedecida a tremer
Desafia o vento
A estremecer
Acetinada
Da chuva a dor onde há tanto sofrimento e nada
O corpo e alma pedaços de vida a padecer
A pele molhada empalidece o tempo
Envelhece enrugada a entristecer
Não sei se do frio se de dor
Pensar transforma se em tempestade
Faz frio na alma e gela o corpo em torpor
A chuva são lagrimas de saudade
Quando dói o sentimento
Ainda que a dor seja verdade
Tanto há na chuva puro fingimento
Que importa ser de gelo ou de pedra ou de tecido
O descanso perdido
O tormento
...

musa

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