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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A RIMBAUD

Sabia dos teus olhos azuis
Como represa em rio da alma
A marcar compasso na dor
A fazer da raiva pendor
Indulgência que acalma
Versos de agonia
De meigo amor
E da euforia

Águas de luz corrente
Acendendo sombras delírios
E nas palavras martírios
Da poesia demente
Fogo encantamento
Da imaturidade
Do pensamento
Da saudade

Azuis as duas margens
Dos cantos da boca
A morder sonhos e pesadelos
Em adormecidas viagens
Da utopia louca
Versos tão velhos
Coisa pouca
Transcendental
Para quem não sabe ser
Nada mais do que poema
Silenciada serena
Atormentada
Flores do mal
A florescer
Quase nada
Por dizer
...

musa

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