A
VOZ DOS MORTOS
É
à noite que ouço a voz dos mortos
A
insônia viva dentro de mim
Os
olhos na escuridão absortos
Em
busca da luz rasgando como espadachim
Brechas
fendidas de recôndito desfalecer
O
grito consciente silenciado sem fim
Na
noite desprovida de quieto adormecer
Murmúrio
prece ladainha cortante
Vibra
o silêncio reza do escuro dos sentidos
A
noite do pensamento no limbo do ser
Negra
pesada longa espessa alento amante
Invade
desde os tempos idos
A
hora noite distante
Da
voz dos vivos
...
musa
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