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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

UMA PORTA FECHADA

Aberta a passagem ao largo do umbral
Asas agitam-se como andorinhas negras
Entreaberta a porta das borboletas pretas
Deslumbram sombras do sonho transcendental
Abrindo para o mundo as ilusões secretas
Os olhos fechados do imaginário ao real
Num voo silenciado sentido

Deixam entrar da obscuridade profundo caudal
Que emerge das palavras loucura sabedoria
Como se o mundo andasse perdido
Da noite e do dia

As entradas e as saídas como páginas viradas
Tantas as vezes que cruzada essa ombreira
Páginas e páginas folheadas
Assim dessa maneira
À luz da cúpula festiva
Altaneira

Prece oração ladainha a palavra viva
Faz-se rainha dos porões do pensamento
E vive a magia do sentimento
A ilha de porta aberta
Que somente o vento
Em dança mistica discreta
Parece querer fechar
E de portas a abanar
A alma cogita
De luz a brilhar
Nas sombras se agita
A esvoaçar
...

musa

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