A FILIPA LEAL E JOÃO LUIS BARRETO GUIMARÃES
Hoje fiquei sem almoçar, mas comprei dois livros de poesia.
Devorei-os em dentadas de mastigação salivar de forma a
aconchegar os sucos estomacais evitando o refluxo abusivo da atitude.
De estômago vazio vim-me à quinta-feira a imaginar um repasto
do mediterrâneo num terraço ao sol livreiro da superfície comercial onde passei
fome.
De sobremesa digeri a intenção de comer alguma coisa nutritiva
no jantar noctívago da inspiração.
Haveria de me alimentar da obra cozinhada ao fogo lento de
pequenos versos com pontuação que pela primeira vez usaria.
Talvez o poema seja isso e esfomeada seja a condição da
loucura poesia.
Um verso em parcelas mastigado todo inteiro.
Se eu pudesse ser louca todos os dias.
Amanhã vou comprar um livro sem dinheiro.
...
musa
2 comentários:
Quando ''a poesia é para comer''...
Devoras palavras ou são elas que te devoram?
Insaciável apetite, o teu!
BJO :)
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