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sábado, 8 de outubro de 2016

INVENTAS-ME DE POESIA

INVENTAS-ME DE POESIA

Gosto desta impulsividade
Gosto do aconchego de pele
Gosto de te ter desta saudade
A revelação na polpa dos teus dedos
A película tardia  
O travo a mel
O fresco vigor
Dos amanhãs
Em rituais e segredos
Em preces e poesia
A vil dança dos cardeais
O romanesco torpor
Das cercanias malsãs
Das setas e dos punhais
Do ponto doce fulgor
Das palavras vãs
Das carícias corporais
Das arranhadelas da alma
Das delícias sentimentais
De estremecerem adormecidos
Da invenção que acalma
Nossos desejos incontidos
Das respostas e interrogações
Se me fazes bem ou me fazes mal
Não futuro nem importa
Vã filosofia das consumições
O silêncio dos gemidos
Na geografia carnal
Do prazer que em mim aporta
Dos desejos desiguais
Dos dedos destemidos
Do feitiço da paixão
Do alimentado receio
Do amor em qual não creio
Na premissa desilusão
Dos deveres esquecidos
Do não saber qual loucura
Se o que conta é a ternura
Sem razão ou diferenciação
Se a distante tortura
Intensifica solidão
Se a fugacidade beleza
Da viagem e da candura
São princípio ou condição
De aumentar a incerteza
Desta nossa relação
Que por caminhos perdidos
Se cruzam sem intenção
Por destino e sedução
Em opostos e sentidos
...
musa

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