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segunda-feira, 4 de abril de 2016

A FILIPA LEAL E JOÃO LUIS BARRETO GUIMARÃES

A FILIPA LEAL E JOÃO LUIS BARRETO GUIMARÃES

Hoje fiquei sem almoçar, mas comprei dois livros de poesia.
Devorei-os em dentadas de mastigação salivar de forma a aconchegar os sucos estomacais evitando o refluxo abusivo da atitude.
De estômago vazio vim-me à quinta-feira a imaginar um repasto do mediterrâneo num terraço ao sol livreiro da superfície comercial onde passei fome.
De sobremesa digeri a intenção de comer alguma coisa nutritiva no jantar noctívago da inspiração.
Haveria de me alimentar da obra cozinhada ao fogo lento de pequenos versos com pontuação que pela primeira vez usaria.
Talvez o poema seja isso e esfomeada seja a condição da loucura poesia.
Um verso em parcelas mastigado todo inteiro.
Se eu pudesse ser louca todos os dias.
Amanhã vou comprar um livro sem dinheiro.
...

musa

2 comentários:

AnaMar (pseudónimo) disse...

Quando ''a poesia é para comer''...

Odete Ferreira disse...

Devoras palavras ou são elas que te devoram?
Insaciável apetite, o teu!
BJO :)