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quarta-feira, 25 de maio de 2016

FRÁGIL IDADE

FRÁGIL IDADE

Descosidas as cutículas das unhas por roer
Na boca sobras esquecidas
Entre os dentes saudades a doer
Na pele memórias ressequidas
Nas mãos sofridas tantas palavras por escrever
Que os anos pesam arráteis
E nos pés os sonhos perdidos
Ensombram a voz gritos voláteis
Em jejum de sentidos
Fareja a morte a baba cruel
Dos olhos a última lágrima viva
Um odor frágil na pele
A idade lívida
Parece dizer
Ganhei-lhe a cor
Mas não amor
Viver ou morrer
A roer a corda
Que eu morda
Por querer
...

musa

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