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segunda-feira, 4 de abril de 2016

TÃO

TÃO

Os meus olhos vencidos
O meu corpo cansado
O meu sentir esgotado
Desistindo dos sentidos
Não há verdade que canse
Tanto como a mentira de admitir
Como é falso todo este existir
Sem que o desânimo avance
E o desalento a persistir
E na duvida balance
A vida tão oca e vazia
E a tristeza a consentir
A mão pesada e fria
Da morte apetecida
A alma em parte incerta
De tão longe e sombria
Tão distante de vida
Tão insana e tão secreta
Tão real de fantasia
Tão fechada tão aberta
Tão preterida
Tão discreta
...
musa

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