ANSIEDADE SENTIMENTAL
Feita de amor escondido
Bem no seio do sentir
Um suspiro um gemido
Algo a contrair
A emoção
Dessas coisas estranhas do coração
Da alma trepassada a consentir
Esta insanidade e razão
Do invadido pensamento
Deste sentido sentimento
Ansiedade paixão
Sentires exaustos
Tão irreais
Desses desejos fulcrais
Banquetes de olhares gulosos e faustos
E bocas como altares onde oferendas se anunciam
Corpos ansiosos que se denunciam
Festivos silêncios a demorar poesia
Sentidos dessa insana magia
Sexos círios em súplica e tentação
Iluminadas fontes de luz e excitação
Esplendorosa fantasia
A sensibilidade negação da melancolia
Sôfrega suspirando o delírio de ser
Na mais doce e terna solicitação
Qual a mais íntima pornografia
O desejo físico dessa geografia
O bem sensível do querer
Dos corpos rendidos à excitação
Talvez a insanidade da insatisfação
Ou o gozo desmesurado da fantasia
Que fazer
O mais íntimo e mais carnal
Algo provocado e virtual
Um dia todas as palavras serão sentir
E basta um olhar em silêncio do momento
Aquele instante do verbo vir
E tudo acontece em pensamento
...
musa
PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
À PROCURA DE AMAR
À PROCURA DE AMAR
Ainda te procuro todas as manhãs
Não sei bem se no infinito
Se mais além do infinitivo
Ou se no inferno deste sentir
Se algures na separação dos sentidos
No eterno sentimento da paixão
No ensinamento do verbo desistirAinda te procuro todas as manhãs
Não sei bem se no infinito
Se mais além do infinitivo
Ou se no inferno deste sentir
Se algures na separação dos sentidos
No eterno sentimento da paixão
Ou da paisagem infinitamente ilusão
A dúbia miragem que corre nos rios do olhar
E as encruzilhadas e os caminhos perdidos
E as dúvidas ao partir e ao chegar
E os pensamentos esquecidos
Já tão farta e tão cansada de procurar
A memória ainda insiste ser só lembrança
Persiste esta crença e esta confiança
E para sempre esperar
Somente consentir e acreditar
Um dia na procura de entender
Ainda vou ouvir dizer
Fui amado e soube amar
...
musa
domingo, 6 de agosto de 2017
TRÉMULA SAUDADE
TRÉMULA SAUDADE
São as tuas mãos
Loucos pássaros a querer voar
No céu da tua boca e no teu olhar
Húmidos caminhos de sentir
E excitada e nua
Fazes-me vir
No leito de tantas tardes
Até ao entardecer
Fazes-me inteiramente tua
Nas chamas onde ardes
De gozo e de prazer
Em profundo desejo
Até ao último beijo
Infinita loucura
Meiga tortura
Endoidecer
A boca a mão
O nosso tesão
Trémula saudade
A secreta intimidade
Do silêncio de viver
A poesia de pele e sentidos
Em versos gemidos
No doce torpor
Até morrer
De amor
...
musa
São as tuas mãos
Loucos pássaros a querer voar
No céu da tua boca e no teu olhar
Húmidos caminhos de sentir
E excitada e nua
Fazes-me vir
No leito de tantas tardes
Até ao entardecer
Fazes-me inteiramente tua
Nas chamas onde ardes
De gozo e de prazer
Em profundo desejo
Até ao último beijo
Infinita loucura
Meiga tortura
Endoidecer
A boca a mão
O nosso tesão
Trémula saudade
A secreta intimidade
Do silêncio de viver
A poesia de pele e sentidos
Em versos gemidos
No doce torpor
Até morrer
De amor
...
musa
ANUNCIAÇÃO
ANUNCIAÇÃO
poema para a Mafalda & Fábio
pela vinda abençoada do bebé Frederico <3 poema para a Mafalda & Fábio
Tenho nos olhos bem fundo
O segredo da maternidade
A semente da felicidade
O bem precioso do mundo
E no meu ventre redondo o sentir
Algo se agita se mexe e fala comigo
Anuncia ao meu corpo e aos meus sentidos
Cuida de mim eu estou aqui e tu és o meu abrigo
A minha mãe a proteger os dias vencidos
Mês após mês de nove meses a germinar
O anunciado bebé Frederico
De um acto de amor
De já tanto o amar
A mais linda flor
...
musa
LUZ DE UM BEIJO
LUZ DE UM BEIJO
Vieste com a sombra da lua
As pedras limadas do impossível
Nas mãos fechadas a alma nua
A palavra encantada e irresistível
Trazias versos que já conhecia
E na boca um único desejo
O corpo todo era poesia
Nos lábios a luz de um beijo
E toda a claridade amanhecida
Das sombras que aprendi no teu olhar
Na intimidade acontecida
A luminosidade a cintilar
De beijos e abraços
Íntimos cansaços
E o corpo a sossegar
Trazias saudades e questionavas
As horas perdidas e sentidas
E quando me olhavas
As nossas mãos entretidas
Já falavam de amor
De um passado de solidão
Dessa tímida dor
Sombra ainda no coração
A querer ser claridade
Iluminada emoção
Ternura cumplicidade
De uma noite de paixão
...
musa
Vieste com a sombra da lua
As pedras limadas do impossível
Nas mãos fechadas a alma nua
A palavra encantada e irresistível
Trazias versos que já conhecia
E na boca um único desejo
O corpo todo era poesia
Nos lábios a luz de um beijo
E toda a claridade amanhecida
Das sombras que aprendi no teu olhar
Na intimidade acontecida
A luminosidade a cintilar
De beijos e abraços
Íntimos cansaços
E o corpo a sossegar
Trazias saudades e questionavas
As horas perdidas e sentidas
E quando me olhavas
As nossas mãos entretidas
Já falavam de amor
De um passado de solidão
Dessa tímida dor
Sombra ainda no coração
A querer ser claridade
Iluminada emoção
Ternura cumplicidade
De uma noite de paixão
...
musa
CANSAÇO
CANSAÇO
Canso-me do silêncio
Desta estrada inquieta
Desta existência secreta
Mar tão distante e imenso
Onde existes sem querer
Canso-me de viver
Experimentar ruas sem saída
O olhar perdido suspenso
O último beco da vida
A te esperar
Cansada e desobediente
Perdida de qualquer lugar
Dizia-te ontem que não mais te escreveria
Dos cansaços interditos a roubar saudade
A deixar pelo chão cambraia e melancolia
Dos abraços dos sentidos em memória intimidade
Como que da loucura inconsciente
Do cansar da poesia
Da silente eternidade
A tristeza que se sente
Em profundidade no coração
Pudesse um dia
Trazer-te enfim
Dos confins da solidão
Para perto de mim
Finalmente
...
musa
Canso-me do silêncio
Desta estrada inquieta
Desta existência secreta
Mar tão distante e imenso
Onde existes sem querer
Canso-me de viver
Experimentar ruas sem saída
O olhar perdido suspenso
O último beco da vida
A te esperar
Cansada e desobediente
Perdida de qualquer lugar
Dizia-te ontem que não mais te escreveria
Dos cansaços interditos a roubar saudade
A deixar pelo chão cambraia e melancolia
Dos abraços dos sentidos em memória intimidade
Como que da loucura inconsciente
Do cansar da poesia
Da silente eternidade
A tristeza que se sente
Em profundidade no coração
Pudesse um dia
Trazer-te enfim
Dos confins da solidão
Para perto de mim
Finalmente
...
musa
PERDA OU GANHO
PERDA OU GANHO
"A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós. Mia Couto"
Quando estás longe de mim
Sou eu que parti deste lugar
Onde as velhas memórias
Feitas para ficar
Deixam saudade
Sou eu que faço as malas
Embalo as cicatrizes
Junto os pedaços
Desta alma triste
E quando por fim
Enxugo o olhar
Guardo as histórias
Na intimidade
As armas e as balas
As lembranças infelizes
Os redutos abraços
A dor que insiste
Vou de cidade em cidade
Desmoronando sentimentos
Abrindo caminhos à liberdade
Deixando para trás a ilusão
Sem medo de tempestades chuvas ventos
Com a mesma serenidade
Com que rasguei a solidão
Quando me deixaste sozinha
E agora a minha vida que caminha
Tatuada na alma pela mão
A perda ou o ganho
Este sentir estranho
Em forma de coração
...
musa
"A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós. Mia Couto"
Quando estás longe de mim
Sou eu que parti deste lugar
Onde as velhas memórias
Feitas para ficar
Deixam saudade
Sou eu que faço as malas
Embalo as cicatrizes
Junto os pedaços
Desta alma triste
E quando por fim
Enxugo o olhar
Guardo as histórias
Na intimidade
As armas e as balas
As lembranças infelizes
Os redutos abraços
A dor que insiste
Vou de cidade em cidade
Desmoronando sentimentos
Abrindo caminhos à liberdade
Deixando para trás a ilusão
Sem medo de tempestades chuvas ventos
Com a mesma serenidade
Com que rasguei a solidão
Quando me deixaste sozinha
E agora a minha vida que caminha
Tatuada na alma pela mão
A perda ou o ganho
Este sentir estranho
Em forma de coração
...
musa
POEMA PARA UMA ILUSÃO
POEMA PARA UMA ILUSÃO
Voltei a olhar os pássaros
E esqueci-me dele
Fechei na gaiola do passado
Uma ilusão de penas e sentidos
Os pássaros quietos no mesmo lugar
Demorados em vôos de esquecer
Num sossego de sentir
Um olhar vítreo embaciado
Como alguém que acabou de perder
O último vôo para viver
Ensaiam pequenos passos
No parapeito da janela para o mundo
Como queria estreitá-los em abraços
E no peito um suspiro manso e profundo
Soprar-lhes a minha vontade de voar
Das lembranças que quero guardar
Um amor com asas ou talvez a desilusão
A esvoaçar o desejo e a paixão
A minha última viagem para amar
O último capítulo da minha vida
Um verso tardio de poesia
As penas da melancolia
E esta dor sentida
...
musa
Voltei a olhar os pássaros
E esqueci-me dele
Fechei na gaiola do passado
Uma ilusão de penas e sentidos
Os pássaros quietos no mesmo lugar
Demorados em vôos de esquecer
Num sossego de sentir
Um olhar vítreo embaciado
Como alguém que acabou de perder
O último vôo para viver
Ensaiam pequenos passos
No parapeito da janela para o mundo
Como queria estreitá-los em abraços
E no peito um suspiro manso e profundo
Soprar-lhes a minha vontade de voar
Das lembranças que quero guardar
Um amor com asas ou talvez a desilusão
A esvoaçar o desejo e a paixão
A minha última viagem para amar
O último capítulo da minha vida
Um verso tardio de poesia
As penas da melancolia
E esta dor sentida
...
musa
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
MEU MAR DE PEDRA
MEU MAR DE PEDRA
Nas serranias sobre o areal que as pedras húmidas afloram
Um mar de esverdeados e negros rochedos tem os meus sentidos
Os meus olhos lágrimas vagas de sal choram
Que as noites em alto mar os medos uivam perdidos
Promessas preces ladainhas prantos gemidos
Pedras salgadas a cintilar viscosidade escorregadia
De abraços com as ondas em murmúrios e vagidos
Numa cumplicidade de azul espuma e maresia
Meu mar de pedra suspenso aroma imensidão
A bater as rochas a água o sal e o sentimento
O cheiro de profundidade mistério e escuridão
Pedras a dividir areal da terra do silêncio do azul do céu
Pacto de sangue e sentidos testemunhado pelo vento
Este mar de poesia tão imenso e tão meu
...
musa
Nas serranias sobre o areal que as pedras húmidas afloram
Um mar de esverdeados e negros rochedos tem os meus sentidos
Os meus olhos lágrimas vagas de sal choram
Que as noites em alto mar os medos uivam perdidos
Promessas preces ladainhas prantos gemidos
Pedras salgadas a cintilar viscosidade escorregadia
De abraços com as ondas em murmúrios e vagidos
Numa cumplicidade de azul espuma e maresia
Meu mar de pedra suspenso aroma imensidão
A bater as rochas a água o sal e o sentimento
O cheiro de profundidade mistério e escuridão
Pedras a dividir areal da terra do silêncio do azul do céu
Pacto de sangue e sentidos testemunhado pelo vento
Este mar de poesia tão imenso e tão meu
...
musa
DO TEU AZUL INFINITO
DO TEU AZUL INFINITIVO
Beijos profundos de um abstrato infinitivo
De um torpor repetitivo dos lábios a estremecer
Nos olhos fundos o azul estrato diminutivo
Na quietude luminosa que os faz endoidecer
Essa estranha e mansa visão da claridade
Como se houvesse nos olhos a explodir
Mil estrelas de azulado pranto intimidade
Timidez escondida em cada lágrima ao sentir
Noite tecida dos beijos que deixas em silêncio flor
A tristeza oferecida tímida luz escuridão
Rasga de azul baixinho cântico de amor
Do teu azul infinitivo de beijos profundos sem fim
Eternos de desassossego em meiga solidão
Guardo-os em suspiros na espiritual saudade de mim
...
musa
Beijos profundos de um abstrato infinitivo
De um torpor repetitivo dos lábios a estremecer
Nos olhos fundos o azul estrato diminutivo
Na quietude luminosa que os faz endoidecer
Essa estranha e mansa visão da claridade
Como se houvesse nos olhos a explodir
Mil estrelas de azulado pranto intimidade
Timidez escondida em cada lágrima ao sentir
Noite tecida dos beijos que deixas em silêncio flor
A tristeza oferecida tímida luz escuridão
Rasga de azul baixinho cântico de amor
Do teu azul infinitivo de beijos profundos sem fim
Eternos de desassossego em meiga solidão
Guardo-os em suspiros na espiritual saudade de mim
...
musa
PEDRA A PEDRA O TEMPO
PEDRA A PEDRA O TEMPO
Rasgada a fronteira pedra a pedra em suspensão
Na mais tênue e frágil melancolia
Dos muros de pedras tombados em nostalgia
Uma torre se ergue das entranhas do chão
De empilhados olhares num equilíbrio de sentir
A construir castelos de solidão
Quando madrugadas sacodem instantes por existir
E eu que sei de presenças espirituais rondando a vigília do pensamento
A luz que da escuridão possa consentir
Pedra a pedra suspenso o sonho e o tempo
Da insustentável leveza a rondar a treva da madrugada
Essa claridade que a há-de romper
Noite ainda no escuro íntimo da alvorada
Onde a vida em pranto parece se esconder
Tão pouco e tanto pedra a pedra numa luta de viver
A terra ou a pedra que nos cobre ao morrer
...
musa
Rasgada a fronteira pedra a pedra em suspensão
Na mais tênue e frágil melancolia
Dos muros de pedras tombados em nostalgia
Uma torre se ergue das entranhas do chão
De empilhados olhares num equilíbrio de sentir
A construir castelos de solidão
Quando madrugadas sacodem instantes por existir
E eu que sei de presenças espirituais rondando a vigília do pensamento
A luz que da escuridão possa consentir
Pedra a pedra suspenso o sonho e o tempo
Da insustentável leveza a rondar a treva da madrugada
Essa claridade que a há-de romper
Noite ainda no escuro íntimo da alvorada
Onde a vida em pranto parece se esconder
Tão pouco e tanto pedra a pedra numa luta de viver
A terra ou a pedra que nos cobre ao morrer
...
musa
CONTRATURA
CONTRATURA
Vergam as palavras o verso escrito
Mil vezes ao dia o mesmo gesto a escrever
Quantas as saudades do sentir o grito
Que a pele denúncia em palavras de prazer
E somente tu o sabes meu amor escondido
Das estrofes arqueadas pelo peso da loucura
As sílabas poéticas derreadas do amor na contratura
Do músculo a palpitar a poesia num soneto ofendido
Não te obrigo a amar de poemas ou palavras que possas escrever
Além do silêncio as sombras entrelinhas que já esqueci
E talvez o tempo apague desejo aventura querer
Deixaremos versos indecifráveis sinais de eternidade
Contraídos da dor do tempo que já esqueci
Palavras a denunciar em segredo a nossa intimidade
...
musa
Vergam as palavras o verso escrito
Mil vezes ao dia o mesmo gesto a escrever
Quantas as saudades do sentir o grito
Que a pele denúncia em palavras de prazer
E somente tu o sabes meu amor escondido
Das estrofes arqueadas pelo peso da loucura
As sílabas poéticas derreadas do amor na contratura
Do músculo a palpitar a poesia num soneto ofendido
Não te obrigo a amar de poemas ou palavras que possas escrever
Além do silêncio as sombras entrelinhas que já esqueci
E talvez o tempo apague desejo aventura querer
Deixaremos versos indecifráveis sinais de eternidade
Contraídos da dor do tempo que já esqueci
Palavras a denunciar em segredo a nossa intimidade
...
musa
AMOR
AMOR
Eu sei que eu vou amar-te numa outra dimensão
Amar-te como agora amo no afecto e no respeito
Toda a hora no discreto silêncio insano a palpitar-me o peito
Em segredo bem guardado no íntimo do coração
Amor sentir de um desassossego profundo e sem tamanho
Na calmaria da espera na paciência da loucura
Na agonia e no medo deste mundo secreto e estranho
Na espiritual inocência de intimidade e ternura
Amor maior com razões de viver a paixão de esperar
Um dia ser vivido na plenitude em companhia
O teu corpo inteiro a testemunhar o prazer no teu olhar
Que importa se é amor o desejo o sentimento
A forma de dizer das palavras a melancolia
Que atravessa a eternidade o tempo o pensamento
...
musa
Eu sei que eu vou amar-te numa outra dimensão
Amar-te como agora amo no afecto e no respeito
Toda a hora no discreto silêncio insano a palpitar-me o peito
Em segredo bem guardado no íntimo do coração
Amor sentir de um desassossego profundo e sem tamanho
Na calmaria da espera na paciência da loucura
Na agonia e no medo deste mundo secreto e estranho
Na espiritual inocência de intimidade e ternura
Amor maior com razões de viver a paixão de esperar
Um dia ser vivido na plenitude em companhia
O teu corpo inteiro a testemunhar o prazer no teu olhar
Que importa se é amor o desejo o sentimento
A forma de dizer das palavras a melancolia
Que atravessa a eternidade o tempo o pensamento
...
musa
PRECE AO SILÊNCIO
PRECE AO SILÊNCIO
Em nome do grito
Sufocado na garganta
A voz enforcada de fragilidade
Na mudez adormecida
No embalo do pranto
O tempo de passado descrito
Que a palavra desencanta
Ao desnudar intimidade
De uma prece entristecida
Em angústia e fragilidade
Seja feita essa vontade
Por que ainda hei-de acreditar numa primavera
E brados ecoem todos os tempos
Profanos sagrados feitiços ou a quimera
De ecos e latidos espalhados pelos ventos
E céus rosados e rezas ladainhas orações e a trindade
A quebrar de misericórdia o sofrimento
E todos os mistérios e pensamentos
No silêncio prece do sentimento
O perdão mais do que súplica frágil inocente
Que a culpa e o remorso a vida consente
Em silente sofrer o espírito condena
E viver tal inferno e descontentamento
Triste eterno o desamor que a poesia serena
O verso em espiritual dor se faz prece de silêncio em poema
...
musa
Em nome do grito
Sufocado na garganta
A voz enforcada de fragilidade
Na mudez adormecida
No embalo do pranto
O tempo de passado descrito
Que a palavra desencanta
Ao desnudar intimidade
De uma prece entristecida
Em angústia e fragilidade
Seja feita essa vontade
Por que ainda hei-de acreditar numa primavera
E brados ecoem todos os tempos
Profanos sagrados feitiços ou a quimera
De ecos e latidos espalhados pelos ventos
E céus rosados e rezas ladainhas orações e a trindade
A quebrar de misericórdia o sofrimento
E todos os mistérios e pensamentos
No silêncio prece do sentimento
O perdão mais do que súplica frágil inocente
Que a culpa e o remorso a vida consente
Em silente sofrer o espírito condena
E viver tal inferno e descontentamento
Triste eterno o desamor que a poesia serena
O verso em espiritual dor se faz prece de silêncio em poema
...
musa
AMOR LUZ
AMOR LUZ
Invisível a seda dos pátios abraçados de sombras cruas
Onde a luminosidade se quebra em mil pedaços
E por dentro se sente a morte em mil identidades nuas
Tentando vestir a escuridão de envergonhados abraços
Para quê esconder o amor num soneto num verso
Na invisibilidade da leveza com que as palavras se desnudam
No mistério maior escondido no longínquo universo
Se desabrochadas em flor fenecem e mudam
Morrem os sentidos o sentir o instante de paixão
A luminosidade a querer destruir as sombras do poema
Porque para além do azul nada mais há do que escuridão
Cada estrofe de palavras como um delito de entardecer
A luz a manchar de negro a tarde gélida e serena
Como se o meu amor já estivesse a morrer
...
musa
Invisível a seda dos pátios abraçados de sombras cruas
Onde a luminosidade se quebra em mil pedaços
E por dentro se sente a morte em mil identidades nuas
Tentando vestir a escuridão de envergonhados abraços
Para quê esconder o amor num soneto num verso
Na invisibilidade da leveza com que as palavras se desnudam
No mistério maior escondido no longínquo universo
Se desabrochadas em flor fenecem e mudam
Morrem os sentidos o sentir o instante de paixão
A luminosidade a querer destruir as sombras do poema
Porque para além do azul nada mais há do que escuridão
Cada estrofe de palavras como um delito de entardecer
A luz a manchar de negro a tarde gélida e serena
Como se o meu amor já estivesse a morrer
...
musa
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