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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A MULHER QUE CHORA

Que linda mulher oriental
De olhos cor de uva
Tão humana tão carnal
Pareciam amendoados
Mas não
São bagos
Ainda orvalhados
Pelas lágrimas que os turva
Em tarde de chuva no fim da estação
O dia queima a madrugada fria
Toma se de cores em solidão
Póstuma a tarde macilenta esfria
Lágrimas de uma mulher em sofreguidão
Na tela é a luz que chora
As tintas esborratadas
Trazem à cor a confusão
Na mescla dos olhos de uva
Onde a tristeza se demora
As cores assim desmaiadas
Prolongam dos riscos a curva
O tempo que não tem mais hora
As lágrimas imortalizadas
Da mulher que chora
...

musa

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