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quinta-feira, 1 de maio de 2014

MAIO


Maio chegou madrugada desiludida
Rasgou as esperanças carnais
Apunhalou de flores a vida
Aromas de éteres e sais
Em arrolhada despedida

O odor do sonho em vidro alvorada
Opaco translúcido desencanto
Demónio à solta pela estrada
Chovem lágrimas de riso pranto
Demora se a lucidez no Maio rude
Corre a boca em oração e canto
Implora a canção que a vida mude
Já sofremos tanto e tanto
E Maio volta a querer
Lembrar este sofrer
Morrer a viver

A um passo de Abril sem tempo
Que vida perfume do mês das flores
Guarda se no vidro momento
De partir estilhaçar todas as dores
Assim Maio ouse querer
E uma flor ouse nascer
Cravo de um Abril por florir
De inusitadas cores
Em Maio sentir
...
musa

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