PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
BALSA DA VIDA
Ainda nos meus sentidos rodopio
Nessa balsa da vida à deriva
Com os pescadores mortos de frio
E o medo no corpo feito ferida
Pescadores protegidos
Do mar furioso resgatados
Por mais de três dias perdidos
Em terra já eram chorados
No colo bravo das ondas
Embalo da balsa perdida
Mar que tantas vidas mondas
Sem adeus nem despedida
Seria Neptuno adormecido
Deus que estendia proteção
Na alma um milagre era pedido
A rogo de preces e oração
Por destino ou milagre se salvaram
Homens marinheiros pescadores
Penosa “balsa” todos dançaram
Sentindo na pele medo e dores
…
musa
À MINHA MÃE
Mãe… queria fazer-te um poema
Onde coubera um prado de intenso sentir
Perfume de rosas violetas e alfazema
Feno margaridas papoilas e um sol a florir
Com flores de orvalhado sangue derramado
E eu nascendo sem te ter que te pedir
A dor do medo no teu peito sufocado
Enquanto na demora moías teu esgrimir
Num segredo guardado lá no quarto
Verde relva recebendo águas do parto
E o choro que tu deixavas consentir
Queria dar-te Mãe
Palavras com aromas silvestres
Perfumado amor em verde prado fantasia
Do chão que no tempo horas rudes e agrestes
Ergueu raízes profundas de amor à poesia
E do teu sangue partilhado doces vestes
A alma e o corpo em sentida agonia
Demora a sombra dos aciprestes
Onde a noite quer ser dia
Dar-te o poema… quero pois minha Mãe
Versejando meu sofrido nascer
Em versos que festejam também
Toda esta alegria de viver
E do teu parto doloroso e demorado
Sobraram as palavras feitas poesia
Fui eu que te dei o nome de Mãe
E dentro de mim ficou guardado
O teu sorriso iluminando de harmonia
Que toda a mulher na hora do parto tem
…
musa
sábado, 3 de dezembro de 2011
MINHA PARTEIRA AVÓ MARIA
Avó é de ti que eu me lembro
Mãe três vezes na minha vida
Nasci nas tuas mãos em Dezembro
Pelo teu imenso amor aquecida
Faria frio e o teu olhar humedecido
Rio de lágrimas correndo de alegria
Primeira bisneta desse amor sentido
Nas mãos aparada de intensa euforia
Parteira da minha vida mãe presente
O cordão umbilical por ti cortado
De amor e ternura mãe consente
Separação de águas choro rasgado
Aconchegada em teu colo doce beijo
É como se o sentisse mesmo agora
Fui fruto consentimento e desejo
Que só morte me aparta e demora
Dos teus braços do teu doce olhar
Do teu carinho e ternura desmedidos
Avó que tanto viveu para me amar
E hoje e sempre está nos meus sentidos
Teu nome meu encanto avó Maria
Tem tanto sentimento doce saudade
E rima com meus versos na poesia
Trazendo à minha vida claridade
Serás sempre luz do meu viver
És a alma do meu sentir pensamento
Lembro-te em nostalgia e por querer
Manter-te sempre viva nesse lamento
…
musa
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
NA TEIA DA VIDA
Aninhada na teia da vida
Fios orvalhados de tristezas
Solta aqui e ali pérola sentida
Tantas contrariedades e incertezas
Tenho umas asas e estou nua
A alma toda é uma teia de aconchego
Iluminada em claridade brilho da lua
Fios desprendidos de ansiedade e medo
Asas soltas presas de voar e eu não sei
Tenho asas e não sei voar
Por mais voltas que já dei
Acabo sempre no mesmo lugar
E volto a querer esvoaçar
E da teia desprendida
Soltas asas a brilhar
De volta à vida
De volta ao luar
De volta à teia
Teia de fios soltos que me enleia
Num emaranhado de vida imensa
Burburinho zumbido na colmeia
Mel que adoça essa vida intensa
São as asas da liberdade
Essa que não tenho em mim
Apenas sucinta claridade
Que ao luar sem fim
Cobre a noite de luz
E de voos me seduz
Numa escuridão qualquer
Faz de mim sombra leve
Faz de mim mulher
Faz de mim ilusão
Numa vida breve
Em solidão
…
musa
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
NOS TEUS NEGROS CARACOIS
É nos teus cabelos
Que se enrola o desejo
Na profundidade dos teus olhos belos
No sentir do teu doce beijo
Cobrindo-me o corpo de incansáveis desvelos
Imensurável prazer
Meu dócil amante de loucos sentidos
De ousado intenso querer
Profanada a pele de beijos perdidos
Em vibrante cansaço doce tremer
Afagos em trémula loucura
Carinho amor e ternura
Deixada acontecer
Pelos dedos enrolados nos teus caracóis negros
Caricias espantando tremores e medos
Pequenas poesias anelares
De elos presos nos teus cabelos
Onde nos meus confiares
Todos os teus apelos
E dentro de mim sentires
Sem me pedires
Deixa-me na tua pele construir castelos
Do sal da tua pele humedecida
Enrolar nos cabelos novelos
Dessa paixão sentida
…
musa
ETERNIDADE
ETERNIDADE
Se ela existe
É a compensação da alma
O sentir do ser
Que em sentido persiste
E da vida se salva
Depois do morrer
De sonho insiste
Numa palavra ou prece
Em forma de viver
De sentimento se tece
Pensar em devaneio
Por forma a transparecer
Vivendo o que acontece
Entre o sentir e o anseio
Sentida eternidade
Quase despedida
Quase saudade
Quase vida
…
musa
terça-feira, 29 de novembro de 2011
CASTELO DO SENTIR
Por dentro
Que seja mais duro
Do que este sentir
Este lamento
Doce brando alento
Intenso e puro
Dor de o consentir
Triste obscuro
Sem o admitir
Nada mais pode ser
Por dentro coexistir
Estranho transparecer
Como sangue a fluir
Angústia quente
Que o ser sente
Que olhar não mente
Que a alma faz ruir
Sem o corpo merecer
E parece consentir
Todo este desfalecer
E na ruína do encanto
Por sentidos de prazer
Palavras constroem castelos
Pedra a pedra tanto e tanto
No calar e no dizer
Os meus medos mais belos
São sossego e são prazer
Batalhas de ilusão
Cavalgadas na solidão
Batalhas de ilusão
Cavalgadas na solidão
Erguem mudos pensamentos
Castelo do meu sentir
Torre do meu silenciar
E as janelas dos sentimentos
Abrem de par em par
Todo este meu bramir
Que não consigo calar
…
musa
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
DOCE FOGO OLHAR
Serás fogueira
Onde doce fogo se ateia
Em chamas do teu olhar
Quente incendiário
Como faúlhas a crepitar
Desse lume milenário
Que ainda me sabe incendiar
E vem dos tempos aceso
Tocha que arde sem se ver
E de sentidos em mim preso
Me consome de prazer
Faz em mim moradia
Flamas ardentes a nascer
Não só de palavras poesia
Mas de um fogo a crescer
Chamas de lava de um vulcão
Escorre em mim de sentidos
É fogo ardente de tesão
Pele e olhar em gemidos
Fogo quente de paixão
Corpo e alma em labaredas
Bocas mãos olhos perdidos
Promessas e incertezas
Apenas desejos consentidos
Do teu olhar de doce amante
Teu jeito de amar distante
Vulcão adormecido
Por lapidar
Diamante
Sentido
…
musa
LISBOA
Saudade em sete colinas
Em sete letras capitais
Lisboa dos olhos meninas
Em sete iris desiguais
Choram neles Tejo rio
Canto de tristes poetas
Saudosos ao desafio
De outras tristezas despertas
Levam nas águas doce pranto
Sete palavras secretas
De choro louco de encanto
Outras letras prediletas
Voltam ao rio a correr
Casario à beira Tejo
Fazem das colinas parecer
Essa janela de onde o vejo
Nas águas transparecer
Húmidos olhos de desejo
Tantas musas de poesia
Que da pena em leve ser
Lisboa saudade melancolia
Tenho e terei até morrer
Quando voltar a nascer um dia
…
musa
terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
SE SOUBERAS
SE SOUBERAS
Como a cidade tem aromas
Do teu corpo suado
As ruas as tuas curvas
Do teu andar fantasiado
Guardado em vidradas redomas
E toda eu fragmentos
Em mil pedaços negros
Saudades e lamentos
Cofre de segredos
Feitos de mil formas
Nos teus lábios a brilhar
Do jeito que me tomas
Quando desejas me amar
Se souberas
As fachadas de janelas fechadas
Que a cidade não sabe guardar
Olhares que te espreitam
Em consciências severas
Que comigo se deitam
Na noite acordadas
Pelas horas austeras
Por dentro inanimadas
Por detrás da vidraça
Choros calados
Sombras de fumaça
Olhos cansados
E o mal que desfaça
Todo esse sentir
E os medos resguardados
Por quem não sabe mentir
Se souberas
E eu nada tivesse que pedir
Estender as minhas mãos à cidade
Vagabunda andarilha e pedinte
Feita senhora da liberdade
Dessa solidão que eu finte
Entre a mentira e a verdade
Por dela ser prisioneira
E viver a vida inteira
Uma existência muda
A essa cidade surda
Que não me ouve
Só e sentida
Uma vida
Que não me coube
…
musa
sábado, 19 de novembro de 2011
A UM AMOR EM SILÊNCIO
Em todos os dias há um instante
Em que voltam as borboletas
Em que a pedra transformada diamante
Esconde amargas lágrimas secretas
Penedo da minha saudade
Onde a medo guardo
Um amor em silêncio
Perdida felicidade
Perdido o tempo
Silenciado
Todos os dias recordo
O amor guardado
Numa gaveta da alma
Todos os dias acordo
Lucida e calma
E dou comigo a pensar
O tempo demorado
Perdido no meu silenciar
Dentro de mim fechado
Sem o poder gritar
Chamar por esse amado
Chorar e sufocar
Sentir e calar
Choro angustiado
Em sufoco derramado
Sem o poder mais amar
Sem o poder mais tocar
Sem o poder mais beijar
Esse perdido enamorado
Que em silêncio sentenciado
Fica em mim a soluçar
Choro sepultado
Por dentro a queimar
No silêncio dos dias
Em tristezas e alegrias
Dentro de mim amortalhado
Na tumba da alma ferida
No chão do meu corpo cansado
Prisoneiro da minha vida
Que fere e sente
Eternamente
Aprisionado
…
musa
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
TALVEZ SOMENTE
Talvez umas palavras
Rabiscadas no papel
Por dentro umas quantas mágoas
De agre doce mel
Aliviando o sentir
Do amargo fel
Por cumprir
Talvez uns versos
E algumas lágrimas sem pedir
E algumas gotas da chuva
Talvez uns beijos dispersos
E a fantasia que me iluda
Que há outros universos
Além da última curva
Talvez um poema
Talvez a poesia
Sem o perigo do dilema
Não saber o que pensar
A realidade e a fantasia
A imaginação serena
Do que se possa alcançar
Palavras versos poema poesia
E todo o sentimento
Talvez a alegria
Unicamente
Ser somente
Pensamento
…
musa
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
CREPÚSCULO FANTASIA
Crepúsculo gélido brisa do mar
Seio onde a terra bebe
Das vagas vindas naufragar
Onde matam a sua sede
Anoitece
A praia deserta murmura
Na areia húmida desfalece
Escuridão loucura
Que sombria tece
Manto de estrelas luminosas
Enquanto na noite amanhece
Flor perfumada de rosas
Odor madeira queimada
Mistura de água salgada
Ondulam espíritos inquietos
Baila luar de prata
Brilhos desinquietos
Que o escuro desata
De nós presos no sussurrar
De sonhos despertos
De vagas bailando no horizonte
Entre a terra e o mar
Entre a noite e o dia
Dos extremos da ponte
Prestes a alvorecer
Como o escurecer
Dos cheiros da maresia
Fica o anoitecer
Crepúsculo fantasia
Mar de prazer
…
musa
Subscrever:
Mensagens (Atom)














