sábado, 25 de abril de 2015

AMOR LIVRE

AMOR LIVRE
O vento quieto sussurra bafo quente
Nas asas liberdade vermelho cravo
Há um voo de Abril que ainda sente
Do difícil viver amargo travo
E a palavra "foder" grilhões imperadores
Travam esvoaçar deste mundo
Trabalho forçado profundo
Filão de desorientadas dores
Cortando as asas do sentir
Tingindo de rubro as cores
De um amor livre por soltar
Fodidos sem fingir
Ainda estão os sonhos por pintar
...
musa



1 comentário:

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Bárbara.
Poema forte como é forte o travo que ainda se sente, amargo!
É desejar e concretizar a pintura dos sonhos nossos e dos nossos filhos.

bj amg