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terça-feira, 28 de abril de 2015

UTOPIA

UTOPIA
Caiaste os lírios de azul celeste
As brancas paredes de rosas vermelhas
Murcharam no tempo as que me deste
Os lírios do vale chamas centelhas
Na sombra escura do cipreste
Debaixo de um céu de telhas
De estrelas que tiveste
Como rosas em mim
Sonho jardim

A cal empedernida secou as gretas fendidas
Da ferida encarcerada de névoas sem fim
Perfumada de delírios a alma de vidas
Goteja a pétala húmida carmim
De outras pétalas caídas
Da flor em mim
Sonhada

Que outra forma de vida pode ser alcançada
Na utopia semeada de sonhos e pensamentos
As portas abertas à húmida madrugada
Onde rasgar ilusões e sentimentos
...
musa


1 comentário:

Carmem Grinheiro disse...

Tem sido uma vida de utopia e de "feridas encarceradas de névoa sem fim", tantas!
Belo lamento em forma de poesia.
bj amg