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sábado, 20 de julho de 2013

ONDE OS POETAS MORREM PRIMEIRO

ONDE OS POETAS MORREM PRIMEIRO

Onde se afundam de sentidos
Os poetas morrem de palavras
Onde se enterram perdidos
Os poetas vivem de mágoas
Em sentir naufragam dor
Os poetas vivem tristeza
Amam tristes o amor
Poemas de uma crueza
Que lhes sobra amargor
Rasgam-se na incerteza
De uma vida angustiada
Há poemas de tal aspereza
Que das palavras não sobra nada
Onde morrem os poetas de aflição
Julgam-se um vadio adamastor
Errando em versos de solidão
No poema destruidor
De todo seu sentir sem razão
Uma morte assim apetecida
Quase uma intensa paixão
Mais sublime do que a vida
A morte a apetecer
Onde os poetas morrem primeiro
Antes morrer do que viver
Chorar o poema companheiro
De toda uma existência fingida
Profundo estranho inteiro
Esse sentir missiva
Que os poetas levam do mundo
Quantas vezes num só verso
Esse sentir profundo
Que não cabe no universo
Que da vida na morte inverso
Se entranha corpo e alma bem fundo

musa

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