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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SOB A LUZ DA ESCRITA - VIOLETAS DO PRADO

VIOLETAS DO PRADO
As violetas do prado não são umas violetas quaisquer
Nascem selvagens na terra arrefecida
Perfumam o prado como se fosse uma mulher
Em traje negro de roxas rendas vestida
A terra seda húmus de odor humedecida
Bordam hortas lameiros prados desfraldadas cortinas
Um jardim de flores odores vida
Fazem das violetas versos rimas
Como alcatruzes de chuva ao luar
E na bordadura fumegante do ribeiro
Entre lírios grinaldas goivos pervinca boninas
Na terra húmida fria escura a desabrochar
A tinta roxa liquida do tinteiro
De um poema por escrever
Sob a luz da escrita
Feito de violetas pequeninas
Com um perfume intenso doce endoidecer
Violetas tantas e tantas e mais
Imenso jardim que jamais posso esquecer
As hortas olivais cortinhas quintais
Podem existir em todo mundo
Mas o cheiro das minhas violetas do prado
Em mim para sempre guardado
Não existe na natureza jamais
Assim entranhado profundo
...

musa

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