NA BEIRA DO MAR
No Verão há flores frias gélidas e pálidas
Há ventos cortantes a serrar com areia
Dunas a desfazerem-se magras esquálidas
Uma vaga ruidosa a enredar como uma teia
De mar a inundar o areal de coisas mortas em pedaços
Conchas vazias e partidas já sem vida
Pedrinhas roladas por sal de muitos cansaços
Qualquer coisa abandonada ou talvez esquecida
Caminho sobre os detritos da praia deserta estranha
Como dois cavalos montados de sonhos e vento
Nesta imensidão de azul à beira-mar tamanha
A solidão que arrasto no trote das vagas imaginadas
De palavras escritas na areia do pensamento
Deixando pelo chão tristemente pequenos nadas
...
musa
PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
PARA UMA VAGA DISTANTE
PARA UMA VAGA DISTANTE
Sabes que te escrevo
Aqui perto destas pedras frias e salgadas
Sabes que te conto tudo o que devo
A este mar de infinito azul
A toda esta imensidão de olhar
As palavras escritas deixo-as em vagas
Vaivém de versos e indecifráveis marés
Talvez o poema onde se foi afundar
O amor inteiro e profundo que me guardas
A misteriosa onda sem saber quem tu és
De onde vens tão imenso como esta profundidade
A invadir de lágrimas tanta intimidade
Secreto e vadio amante
Infiel talvez
Tão distante
...
musa
Sabes que te escrevo
Aqui perto destas pedras frias e salgadas
Sabes que te conto tudo o que devo
A este mar de infinito azul
A toda esta imensidão de olhar
As palavras escritas deixo-as em vagas
Vaivém de versos e indecifráveis marés
Talvez o poema onde se foi afundar
O amor inteiro e profundo que me guardas
A misteriosa onda sem saber quem tu és
De onde vens tão imenso como esta profundidade
A invadir de lágrimas tanta intimidade
Secreto e vadio amante
Infiel talvez
Tão distante
...
musa
UMA PRECE ESPIRITUAL
UMA PRECE ESPIRITUAL
Não sei traduzir mais o silêncio
Nem sei se ausência se traduz
Sei esperar e aceitar o teu tempo
Sei onde te levar oração e luz
Peço ao universo saúde e harmonia
Para esta inquietante preocupação
Lamento do fundo do coração
Esta tristeza em poesia
Transcendental
Uma prece espiritual
Ao teu encontro o reconforto
Do abraço que não te posso dar
A fronteira ou o bom porto
Onde possas chegar
Em serenidade
...
musa
PROMESSA
PROMESSA
Hei-de esquecer-te mesmo que os ventos teimem sussurrar
Os murmúrios mais tristes de chorosos lamentos
Esquecer o quanto pude amar e sofrer e chorar
Tenebrosas tempestades a enlouquecer pensamentos
Dilúvios de pranto não mais do que lágrimas escorrendo
Um aperto de peito com toda a frialdade da ventania
A mais amarga e sofrida e desumana melancolia
Que todo corpo e alma carrega de promessa morrendo
Pois hei-de morrer por ti no silêncio dos versos humedecidos
Prometendo amar-te como quem ama a sofrer
E tem na vida tantos desgostos prometidos
Como quem confessa do amor que em palavras prometia
A loucura dos sentidos por tanto e tão pouco querer
Que a escrever de promessas não se faz a poesia
...
musa
Hei-de esquecer-te mesmo que os ventos teimem sussurrar
Os murmúrios mais tristes de chorosos lamentos
Esquecer o quanto pude amar e sofrer e chorar
Tenebrosas tempestades a enlouquecer pensamentos
Dilúvios de pranto não mais do que lágrimas escorrendo
Um aperto de peito com toda a frialdade da ventania
A mais amarga e sofrida e desumana melancolia
Que todo corpo e alma carrega de promessa morrendo
Pois hei-de morrer por ti no silêncio dos versos humedecidos
Prometendo amar-te como quem ama a sofrer
E tem na vida tantos desgostos prometidos
Como quem confessa do amor que em palavras prometia
A loucura dos sentidos por tanto e tão pouco querer
Que a escrever de promessas não se faz a poesia
...
musa
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
AMAR ATÉ MORRER
AMAR ATÉ MORRER
S. Félix essa linha imaginária
Cativeiro de sossego
Às vezes o nó cego
Do silêncio com alma sanguinária
A pálida quietude fervilhante
Da paisagem extraordinária
A pedra mutante
Do medo ainda por descobrir
Ou talvez o sentir
Do imaginário distante
Do quase ir
Por aí onde o mar se faz caminheiro
E este amor compacto todo inteiro
Rochas humedecidas de algas e vida
Pedras sentidas de qualquer coisa viva
Mar azul o meu tinteiro
A deixar-me escrever
Sou toda eu sentimento e maresia
Este amor maior de silêncio e prazer
Este infinito azul pensamento e poesia
Que hei-de amar até morrer
...
musa
S. Félix essa linha imaginária
Cativeiro de sossego
Às vezes o nó cego
Do silêncio com alma sanguinária
A pálida quietude fervilhante
Da paisagem extraordinária
A pedra mutante
Do medo ainda por descobrir
Ou talvez o sentir
Do imaginário distante
Do quase ir
Por aí onde o mar se faz caminheiro
E este amor compacto todo inteiro
Rochas humedecidas de algas e vida
Pedras sentidas de qualquer coisa viva
Mar azul o meu tinteiro
A deixar-me escrever
Sou toda eu sentimento e maresia
Este amor maior de silêncio e prazer
Este infinito azul pensamento e poesia
Que hei-de amar até morrer
...
musa
DA GRANJA A SOLIDÃO
DA GRANJA A SOLIDÃO
Todo o areal conquistado
Tem a jóia o pranto da escadaria
O sal das lágrimas derramado
Nos versos loucos da poesia
E o poeta solitário frente ao mar
A bucólica paisagem rasgada
Por um comboio a passar
Entre a praia e a estrada
Bebe do sossego a solidão
A luz esmaecida a tingir
A tarde a querer a escuridão
Os versos o pranto do sentir
Pelo punho cansado da mão
Vem de longe a poetisa brisa
Distante a cobrir a imensidão
A neblina dançante desliza
E a Granja se parece noiva no altar
Ao subir a escadaria tão molhada
Das ondas que a estreitam de abraços
Da melancolia dos cansaços
Dessa agonia em lágrimas devassada
Pelas vagas de sal e espuma choram
A terra assim atravessada
O comboio que as marés demoram
...
musa
Todo o areal conquistado
Tem a jóia o pranto da escadaria
O sal das lágrimas derramado
Nos versos loucos da poesia
E o poeta solitário frente ao mar
A bucólica paisagem rasgada
Por um comboio a passar
Entre a praia e a estrada
Bebe do sossego a solidão
A luz esmaecida a tingir
A tarde a querer a escuridão
Os versos o pranto do sentir
Pelo punho cansado da mão
Vem de longe a poetisa brisa
Distante a cobrir a imensidão
A neblina dançante desliza
E a Granja se parece noiva no altar
Ao subir a escadaria tão molhada
Das ondas que a estreitam de abraços
Da melancolia dos cansaços
Dessa agonia em lágrimas devassada
Pelas vagas de sal e espuma choram
A terra assim atravessada
O comboio que as marés demoram
...
musa
PRANTO DE MAR
PRANTO DE MAR
Ouvem-se os sinos perto do mar
Mártir S. Sebastião venerado
E S. Félix mesmo ao seu lado
Têm os dois um lindo altar
Os sinos da Marinha rebatem pela manhã
Bem cedo o sol faz o mar de azeite
Um espelho imenso de azul nos olhos nos lábios rubra romã
Espesso arde o areal toda a tarde até que se deite
E na praia de Brito onde o sol é verde
As ondas dançam cores sobre o rochedo
A água salgada ensina a nascer a sede
Num búzio perdido encontra-se um segredo
Há uma brisa e maresia a escaldar amanhecer
As vagas são doces e afáveis uma a uma
Na praia o tempo é eternidade e entardecer
A cada onda que o mar enrola de areia e espuma
Não sei por quem os sinos tocam ou porque dobram
Diante desse mar imenso e profundo
Os sonhos que por certo resistem ou lágrimas que sobram
De quem vive e sente tantas as mágoas do mundo
...
musa
Ouvem-se os sinos perto do mar
Mártir S. Sebastião venerado
E S. Félix mesmo ao seu lado
Têm os dois um lindo altar
Os sinos da Marinha rebatem pela manhã
Bem cedo o sol faz o mar de azeite
Um espelho imenso de azul nos olhos nos lábios rubra romã
Espesso arde o areal toda a tarde até que se deite
E na praia de Brito onde o sol é verde
As ondas dançam cores sobre o rochedo
A água salgada ensina a nascer a sede
Num búzio perdido encontra-se um segredo
Há uma brisa e maresia a escaldar amanhecer
As vagas são doces e afáveis uma a uma
Na praia o tempo é eternidade e entardecer
A cada onda que o mar enrola de areia e espuma
Não sei por quem os sinos tocam ou porque dobram
Diante desse mar imenso e profundo
Os sonhos que por certo resistem ou lágrimas que sobram
De quem vive e sente tantas as mágoas do mundo
...
musa
ANSIEDADE SENTIMENTAL
ANSIEDADE SENTIMENTAL
Feita de amor escondido
Bem no seio do sentir
Um suspiro um gemido
Algo a contrair
A emoção
Dessas coisas estranhas do coração
Da alma trepassada a consentir
Esta insanidade e razão
Do invadido pensamento
Deste sentido sentimento
Ansiedade paixão
Sentires exaustos
Tão irreais
Desses desejos fulcrais
Banquetes de olhares gulosos e faustos
E bocas como altares onde oferendas se anunciam
Corpos ansiosos que se denunciam
Festivos silêncios a demorar poesia
Sentidos dessa insana magia
Sexos círios em súplica e tentação
Iluminadas fontes de luz e excitação
Esplendorosa fantasia
A sensibilidade negação da melancolia
Sôfrega suspirando o delírio de ser
Na mais doce e terna solicitação
Qual a mais íntima pornografia
O desejo físico dessa geografia
O bem sensível do querer
Dos corpos rendidos à excitação
Talvez a insanidade da insatisfação
Ou o gozo desmesurado da fantasia
Que fazer
O mais íntimo e mais carnal
Algo provocado e virtual
Um dia todas as palavras serão sentir
E basta um olhar em silêncio do momento
Aquele instante do verbo vir
E tudo acontece em pensamento
...
musa
Feita de amor escondido
Bem no seio do sentir
Um suspiro um gemido
Algo a contrair
A emoção
Dessas coisas estranhas do coração
Da alma trepassada a consentir
Esta insanidade e razão
Do invadido pensamento
Deste sentido sentimento
Ansiedade paixão
Sentires exaustos
Tão irreais
Desses desejos fulcrais
Banquetes de olhares gulosos e faustos
E bocas como altares onde oferendas se anunciam
Corpos ansiosos que se denunciam
Festivos silêncios a demorar poesia
Sentidos dessa insana magia
Sexos círios em súplica e tentação
Iluminadas fontes de luz e excitação
Esplendorosa fantasia
A sensibilidade negação da melancolia
Sôfrega suspirando o delírio de ser
Na mais doce e terna solicitação
Qual a mais íntima pornografia
O desejo físico dessa geografia
O bem sensível do querer
Dos corpos rendidos à excitação
Talvez a insanidade da insatisfação
Ou o gozo desmesurado da fantasia
Que fazer
O mais íntimo e mais carnal
Algo provocado e virtual
Um dia todas as palavras serão sentir
E basta um olhar em silêncio do momento
Aquele instante do verbo vir
E tudo acontece em pensamento
...
musa
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
À PROCURA DE AMAR
À PROCURA DE AMAR
Ainda te procuro todas as manhãs
Não sei bem se no infinito
Se mais além do infinitivo
Ou se no inferno deste sentir
Se algures na separação dos sentidos
No eterno sentimento da paixão
No ensinamento do verbo desistirAinda te procuro todas as manhãs
Não sei bem se no infinito
Se mais além do infinitivo
Ou se no inferno deste sentir
Se algures na separação dos sentidos
No eterno sentimento da paixão
Ou da paisagem infinitamente ilusão
A dúbia miragem que corre nos rios do olhar
E as encruzilhadas e os caminhos perdidos
E as dúvidas ao partir e ao chegar
E os pensamentos esquecidos
Já tão farta e tão cansada de procurar
A memória ainda insiste ser só lembrança
Persiste esta crença e esta confiança
E para sempre esperar
Somente consentir e acreditar
Um dia na procura de entender
Ainda vou ouvir dizer
Fui amado e soube amar
...
musa
domingo, 6 de agosto de 2017
TRÉMULA SAUDADE
TRÉMULA SAUDADE
São as tuas mãos
Loucos pássaros a querer voar
No céu da tua boca e no teu olhar
Húmidos caminhos de sentir
E excitada e nua
Fazes-me vir
No leito de tantas tardes
Até ao entardecer
Fazes-me inteiramente tua
Nas chamas onde ardes
De gozo e de prazer
Em profundo desejo
Até ao último beijo
Infinita loucura
Meiga tortura
Endoidecer
A boca a mão
O nosso tesão
Trémula saudade
A secreta intimidade
Do silêncio de viver
A poesia de pele e sentidos
Em versos gemidos
No doce torpor
Até morrer
De amor
...
musa
São as tuas mãos
Loucos pássaros a querer voar
No céu da tua boca e no teu olhar
Húmidos caminhos de sentir
E excitada e nua
Fazes-me vir
No leito de tantas tardes
Até ao entardecer
Fazes-me inteiramente tua
Nas chamas onde ardes
De gozo e de prazer
Em profundo desejo
Até ao último beijo
Infinita loucura
Meiga tortura
Endoidecer
A boca a mão
O nosso tesão
Trémula saudade
A secreta intimidade
Do silêncio de viver
A poesia de pele e sentidos
Em versos gemidos
No doce torpor
Até morrer
De amor
...
musa
ANUNCIAÇÃO
ANUNCIAÇÃO
poema para a Mafalda & Fábio
pela vinda abençoada do bebé Frederico <3 poema para a Mafalda & Fábio
Tenho nos olhos bem fundo
O segredo da maternidade
A semente da felicidade
O bem precioso do mundo
E no meu ventre redondo o sentir
Algo se agita se mexe e fala comigo
Anuncia ao meu corpo e aos meus sentidos
Cuida de mim eu estou aqui e tu és o meu abrigo
A minha mãe a proteger os dias vencidos
Mês após mês de nove meses a germinar
O anunciado bebé Frederico
De um acto de amor
De já tanto o amar
A mais linda flor
...
musa
LUZ DE UM BEIJO
LUZ DE UM BEIJO
Vieste com a sombra da lua
As pedras limadas do impossível
Nas mãos fechadas a alma nua
A palavra encantada e irresistível
Trazias versos que já conhecia
E na boca um único desejo
O corpo todo era poesia
Nos lábios a luz de um beijo
E toda a claridade amanhecida
Das sombras que aprendi no teu olhar
Na intimidade acontecida
A luminosidade a cintilar
De beijos e abraços
Íntimos cansaços
E o corpo a sossegar
Trazias saudades e questionavas
As horas perdidas e sentidas
E quando me olhavas
As nossas mãos entretidas
Já falavam de amor
De um passado de solidão
Dessa tímida dor
Sombra ainda no coração
A querer ser claridade
Iluminada emoção
Ternura cumplicidade
De uma noite de paixão
...
musa
Vieste com a sombra da lua
As pedras limadas do impossível
Nas mãos fechadas a alma nua
A palavra encantada e irresistível
Trazias versos que já conhecia
E na boca um único desejo
O corpo todo era poesia
Nos lábios a luz de um beijo
E toda a claridade amanhecida
Das sombras que aprendi no teu olhar
Na intimidade acontecida
A luminosidade a cintilar
De beijos e abraços
Íntimos cansaços
E o corpo a sossegar
Trazias saudades e questionavas
As horas perdidas e sentidas
E quando me olhavas
As nossas mãos entretidas
Já falavam de amor
De um passado de solidão
Dessa tímida dor
Sombra ainda no coração
A querer ser claridade
Iluminada emoção
Ternura cumplicidade
De uma noite de paixão
...
musa
CANSAÇO
CANSAÇO
Canso-me do silêncio
Desta estrada inquieta
Desta existência secreta
Mar tão distante e imenso
Onde existes sem querer
Canso-me de viver
Experimentar ruas sem saída
O olhar perdido suspenso
O último beco da vida
A te esperar
Cansada e desobediente
Perdida de qualquer lugar
Dizia-te ontem que não mais te escreveria
Dos cansaços interditos a roubar saudade
A deixar pelo chão cambraia e melancolia
Dos abraços dos sentidos em memória intimidade
Como que da loucura inconsciente
Do cansar da poesia
Da silente eternidade
A tristeza que se sente
Em profundidade no coração
Pudesse um dia
Trazer-te enfim
Dos confins da solidão
Para perto de mim
Finalmente
...
musa
Canso-me do silêncio
Desta estrada inquieta
Desta existência secreta
Mar tão distante e imenso
Onde existes sem querer
Canso-me de viver
Experimentar ruas sem saída
O olhar perdido suspenso
O último beco da vida
A te esperar
Cansada e desobediente
Perdida de qualquer lugar
Dizia-te ontem que não mais te escreveria
Dos cansaços interditos a roubar saudade
A deixar pelo chão cambraia e melancolia
Dos abraços dos sentidos em memória intimidade
Como que da loucura inconsciente
Do cansar da poesia
Da silente eternidade
A tristeza que se sente
Em profundidade no coração
Pudesse um dia
Trazer-te enfim
Dos confins da solidão
Para perto de mim
Finalmente
...
musa
PERDA OU GANHO
PERDA OU GANHO
"A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós. Mia Couto"
Quando estás longe de mim
Sou eu que parti deste lugar
Onde as velhas memórias
Feitas para ficar
Deixam saudade
Sou eu que faço as malas
Embalo as cicatrizes
Junto os pedaços
Desta alma triste
E quando por fim
Enxugo o olhar
Guardo as histórias
Na intimidade
As armas e as balas
As lembranças infelizes
Os redutos abraços
A dor que insiste
Vou de cidade em cidade
Desmoronando sentimentos
Abrindo caminhos à liberdade
Deixando para trás a ilusão
Sem medo de tempestades chuvas ventos
Com a mesma serenidade
Com que rasguei a solidão
Quando me deixaste sozinha
E agora a minha vida que caminha
Tatuada na alma pela mão
A perda ou o ganho
Este sentir estranho
Em forma de coração
...
musa
"A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós. Mia Couto"
Quando estás longe de mim
Sou eu que parti deste lugar
Onde as velhas memórias
Feitas para ficar
Deixam saudade
Sou eu que faço as malas
Embalo as cicatrizes
Junto os pedaços
Desta alma triste
E quando por fim
Enxugo o olhar
Guardo as histórias
Na intimidade
As armas e as balas
As lembranças infelizes
Os redutos abraços
A dor que insiste
Vou de cidade em cidade
Desmoronando sentimentos
Abrindo caminhos à liberdade
Deixando para trás a ilusão
Sem medo de tempestades chuvas ventos
Com a mesma serenidade
Com que rasguei a solidão
Quando me deixaste sozinha
E agora a minha vida que caminha
Tatuada na alma pela mão
A perda ou o ganho
Este sentir estranho
Em forma de coração
...
musa
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