PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Na próxima 4ª feira, a abrir o ano poético, A HORA DA POESIA com Conceição Lima...
vai apresentar,ANA BÁRBARA SANTO ANTÓNIO.
Alma solitária,irreverente, inquieta, tem na Palavra, a terapia, a catarse...
Os seus poemas encarregam-se de a apresentar:
....."em toda a minha alma
há um mar imenso
húmido
salgado
..dos meus olhos
saem ondas na maré cheia
as dunas, o meu peito
as lágrimas, o sal...
....em toda a minha alma
um oceano de altivez,
a tarnsbordar
de mágoas e de penas
de mastros e de velas
e toda eu
sou uma ilha solitária,,,,"
4ª feira, 8 de janeiro, HORA DA POESIA, Rádio Vizela
http://www.radiovizela.pt/
8 de janeiro, 4ª feira, HORA DA POESIA, Rádio Vizela
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
INDOMÁVEL MAR
Praia de Valadares 01/01/2014
Cheira
fria gélida escarpa de vagas indomáveis
Que
vento ergue fúria tombando em rebeldia
Na
planura das ondas espumosas imensuráveis
O
mar levanta-se murmurando versos de poesia
Furioso
avança como um inimigo impressionante
Invade
a praia demolindo dunas arrasando areal
As
águas frias de indominável senhor navegante
Rugindo
areias salgadas o bravio instinto animal
Cai
sobre a terra como um exército invencível
Como
a estrofe arrematando gélido poema
Assim
invade o chão de sossego o mar temível
Desassossego
erguido fúria em indomável mar
Na
praia dos sentidos em poesia tão serena
Inspiração
que se ergue diante do meu olhar
…
musa
CHOVE
CHOVE
As
veias húmidas abrem sulcos de tristeza
Escorre
na pele um segredo por contar
Prendem-se
as mãos de consentida incerteza
Abre-se
o chão às lágrimas por chorar
Atrás
da vidraça escorrem gotas de sentidos
Adentro
a casa guarda tristes pensamentos
O
vidro da janela humedece olhares partidos
Ao
longe ingrata lembrança dos sentimentos
Dias
de chuva frio vento e uma dor incontida
Tardes
de cinzento murmurando mar bravio
Secreta
silenciosa se guarda e lembra a vida
Chovem
lágrimas das mãos por tão triste tempo
No
calor do lar os dias arrefecem a pele de frio
Húmido
choro de mágoas por contar ao desalento
...
musa
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
SONHO MADURO
SONHO
MADURO
dispo-te
a alma dos sonhos breves
dos
sonhos amadurecidos em flor
em
pétalas de sonhos leves
adormecidos
no amor
um
sonho amanhecido poesia
num
sono de palavras versos
despida
dos sonhos a fantasia
que
semeia de sono universos
e
adormecemos em sono profundo
com
poemas sonhados no tempo
a
poesia dos sonhos do mundo
amadurecendo
o pensamento
…
musa
sábado, 28 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
TEMPESTADES NO MAR
TEMPESTADE
NO MAR
são
grossas gotas de uma fúria por inventar
chap
chap chap
ensurdecedora
tempestade se abate no mar
frotas
de barcos perdidos na escuridão
agigantadas
vagas tombando nos convés
em
silenciado medo invadido de solidão
a
chuva intensa engrossando marés
o
dia fazendo negra noite de carvão
e
um senão de tantos e profundos talvez
chap
chap chap
tomba
a chuva em diluvio obliquo estranho
não
há equilíbrio nem horizonte no pensar
há
uma inquietação demorada sem tamanho
a
chuva que cai é tanta como a água do mar
o
medo invade o sentir e o desengano
a
noite fez do dia escurecido soluçar
chap
chap chap
não
fora a chuva e ouvia-se o vento
e
não havia mais sofrido pensamento
que
o soluçar desabrido do tempo
sem
marés que embalem barcos perdidos
e
os levem nas ondas do descontentamento
por
alcançar portos cais sentidos
e
o farol do deslumbramento
a
demarcar a longura
nos
braços da maldição
maior
do que a loucura
que
se possa alcançar
terra
firme
vida
que rima
com
salvação
além
mar
…
musa
COLO DAS PALAVRAS
AO
TEU COLO...
Subo
a escadaria dos teus braços
Quero
tanto o teu colo… os teus abraços
Lá
no alto os teus olhos baços… esperando por mim
Dois
lagos tão azuis de águas límpidas serenas
Humedecidos
como as palavras dos meus poemas
Tanta
poesia que em mim nunca mais tem fim
E
sabes… ainda os sinto doces firmes calmos profundos
Com
todo o carinho dos meus mundos
Dos
quais ainda saio de mansinho
Em
pezinhos de lã sigo o caminho
Abrindo
dos dias a manhã
Para
os braços da vida
E
do meu rio destino
Esta
água sentida
Em
desatino
Ainda
sonho e sinto os abraços do teu terno colo
Como
se em mim fosse eterno o inverno
Que
me viu nascer
E
deixou viver
No
teu abraço
No
teu cansaço
No
teu sorrir
No
teu sentir
E
de mim tão somente transparecer
O
que ainda nunca soube cumprir
…
musa
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
CORAÇÃO NA RUA - Coração na Rua - Ajude-nos a ajudar!
CORAÇÃO NA RUA (a pedido da Padaria São Mamede)
São pequenos nada partilhados
De uma teia de emotividade
Sentimentos alinhavados
Pelas mãos da igualdade
Partilham o coração na rua
Em dádiva doce esperança
Caminham noites à luz da lua
Levam amor e confiança
São gestos ternura a cumprir
Refeições afetos em carinho
Tudo o que possam dividir
Para melhorar um destino
Têm nas mãos um coração de luz
No olhar o sangue mais humano
Essa força que gratidão seduz
Profunda imensa como um oceano
Quase como esses cinco sentidos
Que atentam para a solidariedade
Coração na rua resgata os perdidos
Que vivem sozinhos pela cidade
…
musa
BEIJO OLHAR EM MIM - Mafalda Arnauth - O Mar Fala de Ti
BEIJO OLHAR EM MIM
Tenho
em mim o teu olhar
Que
parece naufragar
Em
dois lagos da fronte
Dois
faróis a estremecer
Os
teus olhos a tremer
Como
um sol no horizonte
Há
nos lábios a brilhar
Doce
beijo a cintilar
Brilho
gume de punhais
Mas
sinto-o não sei de quê
Como
gosto de maré
Não
há dois beijos iguais
Eu
sei que o mar não é o céu
Eu
sei o beijo que senti
Esse
meu gosto que é teu
Quando
nos teus lábios o bebi
Eu
sei que o mar não é o céu
No
céu-da-boca que bebi
O
beijo que salgado me deu
O
gosto que era meu
Assim
que te senti
Vou
morrer a te beijar
Onde
te possa degustar
O
beijo que consente
Por
querer essa promessa
Nos
teus lábios sem que peça
Esse
beijo que me sente
Na
vez de te beijar
Talvez
eu possa amar
De
um olhar doce estranho
A
vaga feita maré
No
teu olhar a fé
Sem
tamanho
…
musa
domingo, 22 de dezembro de 2013
SERENIDADE - F. Schubert - Serenade
SERENIDADE
Guardo
em mim um amor quase poema
Refrão
de um verso por cumprir
A
palavra mansidão doce serena
Na
forma mais plácida a se sentir
E
tem já no sangue raiz sentimental
Impassibilidade
entrelinhas do soneto
Faz-se
emotividade de um sentido carnal
Na
humidade fria de sais e de cloreto
São
lágrimas tingindo o pranto da serenidade
Que
olhar e sorriso parecem docemente compor
Feito
musica murmurando sentido sensibilidade
Tenho-o
no peito engrandecendo em fantasia
Inominado
sentir brota em choro esse amor
Em
palavras poemas versos de delicada poesia
…
musa
VIVO AMOR
Voltarei
um dia depois de morrer fazendo o sentir
Para
resgatar de amor o esquecimento
E
de saudades viva paixão fazer florir
Em
jardim de sentidos e contentamento
E
dizem que descontente se deixa arder
Amor
consome de dor lágrimas carnais
Consente
desejo vontade prazer
Um
rasgo de lâminas de punhais
Não
sei se ainda o sinto desmesurado
Sentimento
aflorando intensa dor
Queima
vivo fogo lento despertado
Pois
que seja labareda acesa profunda
Fogueira
de sentidos doce loucura amor
Esta
certeza que de paixão o ser me inunda
...
musa
sábado, 21 de dezembro de 2013
O RAPAZ DO COMBOIO DO TUA - Requiem pelo Vale do Tua (Chico Gouveia - guitarra)
AO
VALE DO TUA
Serpenteando
belo horrível caminho
Trilho
trem traves negras travessia
Casario
sobranceiro ao rio pequenino
O
vale adormece verdejante poesia
Fraguas
cinzentas de inóspita paisagem
De
cores pardacentas em gélido inverno
O
comboio prossegue fantasma viagem
Pelo
Tua singelo do vale perdido eterno
Que
correria de estio nevoento e sombrio
Pedras
com a pátina do tempo incrustado
Guardam
a memória do comboio e do rio
Estações
intemporais veio de sangue águas
Corre
quase esquecido no vale sossegado
Carnais
sentidos em desassossego e mágoas
…
musahttp://youtu.be/idnzJxvWGjU
O RAPAZ DO COMBOIO DO TUA
Lembro-me de que foi em Junho e
eu deveria ter uns 19 anos, viajava sozinha de Mirandela para o Tua, no comboio
proveniente de Bragança, na linha do Tua, vestia um macacão cor de laranja
floreado, curto de alças e decote em bico, e tinha os cabelos aos caracóis
bastante loiros. Ele estava sentado a minha frente e viajava com a mãe e uma
irmã. Era um rapaz bonito.
Olhava para mim e dizia-me que eu
tinha uns olhos muito bonitos e que era bela.
A mãe e a irmã repreendiam-no e
diziam-lhe para se calar e deixar-me em paz.
Eu sentia-me muito envergonhada e
não dizia nada só sorria para ele timidamente.
Estava muito calor e a carruagem
desengonçava-se toda numa correria apressada contra o tempo, a tempo de apanhar
a ligação que vinha de Barca de Alva e prosseguiria até ao términus no Porto, para
a estação de Campanhã.
Passaram mais de trinta anos e
ainda recordo o rosto do rapaz bonito do comboio do Tua.
A viagem pela linha do Tua
deslumbrava pela beleza inóspita da paisagem agreste no vale do rio Tua, entre
penhascos em abrupto declive, grotescas pedras e olival alcantilado nos montes
que abrigavam o estio pujante do Verão absorviam o olhar embalado pela
locomotiva dançante, onde aqui e acolá pequenas vinhas verdejantes teimavam em
dar cor à paisagem de profunda quietude e poucas sombras.
O rapaz bonito só tinha olhos
para mim. Não me lembro em que estação ou apeadeiro teria entrado, e dentro da
carruagem a confusão era grande, gentes, cestos, caixas, animais, alfaias agrícolas,
ocupavam espaço e abafavam ainda mais o ambiente cortando qualquer corrente de
ar, ainda que as janelas fossem todas abertas.
Pela conversa entre mãe e filha,
apercebi-me que o rapaz vivia no Porto e tinha ido visitar a avó a Trás-os-Montes,
e estavam de regresso a casa.
Vestia camisa branca, um pullover
vermelho pelas costas e calças de ganga, e sapatilhas azuis. Tinha o cabelo
castanho ondulado e um pouco comprido e os olhos esverdeados, e algumas sardas
nas bochechas, e um nariz perfeito e pequeno.
Na estação do Tua, perdemo-nos de
vista, entramos em carruagens diferentes, eles como tinham mais bagagem para
mudar, demoraram mais tempo a sair do comboio e ficaram para trás. Eu entrei na
segunda carruagem da frente do comboio, na direção Barca de Alva para a Régua,
apesar de já estar completamente cheia, consegui um lugar junto à porta.
Tinham passado cerca de duas
horas de viagem, aproximávamo-nos do Porto, talvez perto de Ermesinde, vejo-o
vir no corredor até mim, olhando para os bancos, procurando alguém, e quando me
encontrou, pegou-me na mão e deixou-me um bilhete e voltou costas e foi-se
embora.
Eu fiquei muito corada,
envergonhada, sem dizer uma palavra. Fechei a mão e fiquei com o bilhete
escondido no interior da mão até que chegamos à estação de Campanhã. Levantei-me
peguei no meu saco, enfiei a mão no bolso do macacão e depositei lá o bilhete
sem o ler.
Tinha a minha irmã à minha espera
na estação de S. Bento, tinha que apanhar a ligação de Campanhã para lá.
Esqueci o bilhete e a história do
rapaz bonito do comboio.
No dia seguinte mudei de roupa e
guardei o macacão na mala, aí ficou até que quatro dias mais tarde regressei
novamente a Mirandela.
A minha mãe lavou o macacão com o
bilhete lá dentro, que se desfez completamente na água, esbatendo a tinta das
palavras, mas podiam adivinhar-se as palavras GOSTO DE TI.
…
musa
COLO AO TEMPO
COLO
AO TEMPO
No
teu regaço uma tarde fria e luminosa
Inquietude
agitada de um olhar enternecido
Entrego-me
às horas de pensativa prosa
Tempo
desassossego lento estremecido
Colo
dos meus dias que abraços não sossegam
Horas
enternecidas de despertada saudade
Chegam-me
as lágrimas que no olhar carregam
Minutos
segundos de comovida ansiedade
Há
dentro de mim um regaço ausente de abraços
De
olhares perdidos que faço transparecer ilusão
À
solta na pele ardente como embrulho de laços
Dou
colo ao tempo aos dias às horas aos minutos anos
Que
ainda me restam por cumprir em fado solidão
De
vidas por caminhos tão sofridos tão estranhos
…
musa
PALAVRAS E HORAS - À NOITE MAIS LONGA DO ANO
http://www.obod.com.pt/
À
NOITE MAIS LONGA DO ANO
Solstício
de inverno é um fenômeno astronómico acontece todos os anos no dia 21 de
dezembro.
Esta
data marca o início do inverno no hemisfério norte e do verão no hemisfério
sul.
Este
dia é o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa do ano.
Os
solstícios ocorrem duas vezes ao ano - na primavera, no dia 21 de junho
acontece o solstício de primavera, e no dia 21 de dezembro ocorre o solstício
de inverno.
Solstício
de Inverno em Portugal
O
solstício que marca o princípio do inverno em Portugal corresponde à data em
que o Sol se encontra mais a sul.
Definição
de Solstício
A
palavra solstício vem do latim "sol" e sistere "que não se
move". O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância
angular em relação ao plano que passa pela linha do equador.
PALAVRAS
E HORAS
Palavras
pensamentos e horas e um chá de Alcaçuz Flor de Laranjeira Canela Roseira Brava
Menta e uma mistura de sentimentos evaporando-se pelo silêncio da noite perdida
dos meus sentidos em emoldurado penhor dos instantes de lucidez que desapegam
desta saudade que me tinge sonhos da imaginação...
Aqueço
as mãos nas entrelinhas comovidas da chávena quente e sinto como sabe bem o
calor do abraço enternecido do passado a trazer-me um inverno feito de uma
viagem de comboio com a nostalgia de paisagens desaparecidas e um pintor
adormecido no meu regaço esperando os sonhos derreterem gélidos enfeites
respirados nos braços fumegantes da natureza...
Se
eu não voltar mais este Inverno... acabei de verter o chá quente sobre as
teclas do computador...eram lágrimas de saudade traduzindo a inquietação das
mãos trémulas…
As
horas manchadas de luz enternecida
Espreguiçam-se
numa morosidade lenta
Não
há vento que mova raio de vida
A
tarde cresce sossegada pardacenta
A
Dama Inverno descansa seu olhar luz
Sorriso
eterno em morna frialdade
Tempo
de memórias que sentir seduz
Dias
curtos travando a saudade
Palavras
tecidas trama da frialdade
A
esfriar sentidos em gozo leito
Por
dentro o sentir toda uma saudade
Gelando
o ser a alma o peito
…
musa
ESPERA
ESPERA
espero
o silêncio liquefeito
onde
adormecer a saudade
que
tanto me aperta o peito
e
me fere assim deste jeito
mordendo-me
de ansiedade
onde
estarás onde adormeces
em
que braços desfaleces
silenciado
sentir
serenidade
dou
por mim a consentir
este
aperto esta solidão
esta
dor emoção
adentro
rendida
sentida
…
musa
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
AO AMANTE DA POETISA
Se
um dia disserem que a poetisa amou alguém
Perdeu-se
de amores por um forasteiro sedutor
Amou-o
inteiro pele e sentidos como a ninguém
Entregou-lhe
corpo alma a vida e todo seu amor
Falou-lhe
ao ouvido em cânticos versos declamados
Algumas
vezes em gemidos se sentiu assim morrer
E
nas palavras proferidas e nos silêncios provocados
Eram
chamas de um fogo ateado excitação e prazer
Eram
amantes em horas curtas de seduzido temporal
Afogando
urgências de boca dedos olhar e doce poesia
Amavam-se
de sentir em profunda necessidade carnal
Gestos
urdidos sentimento em silenciada cumplicidade
Feiticeiro
e bruxa presos em flor desabrochada magia
Num
jardim de perfumado sexo luxuria e sensualidade
…
musa
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