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domingo, 21 de junho de 2015

DIA LONGO

DIA LONGO
Verão as luzes em bolhas de sal
Do tempo da distante penumbra soalheira
Dos crepúsculos sombreados de pedra e cal
Ao umbral de uma tarde à lareira
Em estio e fogo apedrejado
Na luminosa clareira
Do dia incendiado
Ao sol fogueira
Noite ombreira
Do Verão
Olhar
Em chamas alaranjadas do solstício
Rubra luz tremula dos olhos
A combustão dos húmidos petróleos
A acender rituais preces vícios
Na candeia do tempo e dos óleos
O dia mais longo a iniciar
Rastilhos resquícios
Ainda a queimar
Doce sentir
Do vento
A aragem rastejante do deserto
A prolongar o tempo
Aqui tão perto
...

musa

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