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segunda-feira, 7 de julho de 2014

ERMO SENTIR

eu só tinhas fráguas ermos outeiros
áspero sentir alma rude
auga dos caneiros
carambina das fontes
tempo arranhado
saltando o açude
noites alustrar
escuro cerrado
atroar
os montes
a honra herdança
olhar senceno
haste na mão
húmido sereno
terra dessarada
baldio de esperança
solcalcos do padrão
a goja solta no aidro
engaço das estrelas
penas e consumição
visao do cacherra
a monte sopram almas penadas
tão agreste desolação
despida a serra
dançam giestas estevas douradas
urram rasteiras em zinideira
pelos ventos uiva a urgueira
torga bendita
serrania do sentir
vida proscrita
a luzir
...
Musa

(poema escrito sob’ inspiração do “DICIONÁRIO DO FALAR DE TRÁ-OS-MONTES E ALTO DOURO – Vitor Fernando Barros – Âncora Editora)

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