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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SETE VERSOS DA ALMA E UMA BORBOLETA AZUL


Alma que respira do sentir

Mente que inspira sentidos

Pensamentos a competir

Sentimentos divididos



Esta poesia que eu pude sentir

Nem sete mares lhe dão a dimensão

Nem sete vagas a podem definir

Nem sete marés lhe dão a imensidão



O areal e o mar adentro do olhar

Fustigados desejos parecem surgir

Como vaga gigante por dentro arrasar

Areias da praia parecem fugir



Da mesma profundidade que o mar

Poesia que em mim é consentir

Escuridão alma a naufragar

Húmido poema a fluir



Profundo mar silenciado

Ao fundo luz ténue brilho

Do mesmo sentir declamado

Segue o verso o seu trilho



São abertas de luz

Em brechas de vagas

Sal que olhar seduz

Sentidas mágoas



Fios luminosidade porosa

A cada onda cheia de vento

A cada verso cheio de prosa

Rimando brisa suave alento



Sobre a alma terra rodopia

Uma borboleta azul cobalto

Erra em voltas da poesia

Pairando lá no alto

Sossega a imensidão

Do verso sentido

Mar de paixão

Azul olhar

Despido

Poesia
...
musa

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