Lezíria do campo em branco e amarelo
Albufeira sentida humedecendo olhar
Essa idílica paisagem em verde singelo
Hotel maravilhoso para aqui descansar
Tuas águas Castelo de Bode nostalgia
Guardando os Segredos de Vale Manso
É uma surpresa essa paisagem poesia
Pouso acolhimento de afável descanso
Simbiose perfeita conforto e natureza
Belas paisagens naturais e acolhedoras
Meus olhos se perdem em tanta beleza
Para além espelho de águas tentadoras
Foi-me contado um segredo em Vale Manso
Guardado entre paredes secreto seio
Na profundeza azul das águas doce remanso
Mistérios da aldeia prometem campestre ambiente
A todos convidam um dia visitar em passeio
E aos olhos revelar todo esse paraíso que se sente
…
anabarbarasantoantonio
PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
À CASA MINHA (a David Mourão Ferreira)
À CASA MINHA (poema a
David Mourão Ferreira)
“CASA
Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão. . .
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.”
David Mourão Ferreira
Infinito Pessoal
(1959-1962)
Obra Poética
1948-1988
4.º Edição
Editorial Presença
À CASA MINHA
Homem que à casa
minha
Meu corpo acedes
Escuridão que caminha
E sobes pela voz
Escadas do sentir
Onde me amas a sós
E aos meus olhos
concedes
Janelas por abrir
Para entrar tua
claridade
Onde luz é treva do
meu ser
Paredes de
luminosidade
Desejos íntimos de se
ter
Corpo que te recebe
Sentir que te concebe
Abrigar por querer
Meu corpo dado prazer
Morada em mim
Casa da loucura
Erotismo sem fim
Corredores de procura
Pelo cio salas de vício
Esvoaçam cortinas de
frescura
Recantos de meigo tesão
Divisões de sacrifício
Poro a poro o teu
chão
A esse gozo propício
Onde te abrigas sem
tempo
Cheiros que te são
intimidade
Do coração já lamento
Da alma telhado
felicidade
Poema que imaginado
antevi
Tua sepultura
sentimento
Do teu ser à terra eu
senti
Dar-lhe voz
pensamento
Neste verso por ti
…
musa
quinta-feira, 14 de julho de 2011
ALMA VIVA
a alma
tenho-a no peito do pé
ao cimo dos sentidos
no ermo do sentir
de quem chega ao sopé
em lento provir
do ser
tenho-a a alma
em derradeiro florescer
em brechas fendas sulcos
em sobressalto alvorecer
rachaduras de tumultos
onde cabem os sentidos
depois dum amanhecer
pensamentos perdidos
duma alma inteira
planalto alento
flecha certeira
tiro ao vento
esgrimido
sentido
a alma
fuga do sentimento
ser desconhecido
remoinho de ar
desalento
sobre o pó do chão
caminho onde pisar
coração e razão
de Aquiles calcanhar
tenho-a na palma da mão
linhas da vida por decifrar
intuição por adivinhar
por dentro anima paixão
tenho-a a alma ser
nobre solidão
transparecer
abnegação consentida
guia-me sentido prazer
de assim me sentir viva
e tanto amar viver
…
musa
terça-feira, 28 de junho de 2011
RECUSA
Acudo ao teu horizonte
Onde vertidos meus olhos
Gritam nos teus desabridos
Por vales e montes
Loucos varridos
Urros sentidos
Em silêncio
De mim
Levo contra muros
Ecos murmurados
Trémulos inseguros
Dizeres amordaçados
Soa a voz queixosa
Desse doido sentir
Em suave prosa
Leve fluir
Pesarosa alma
Anima só
Feita pó
Que vento leva e espalha
E na voz coalha
Sussurrando alento
Por vales desabrigados
Montes despidos
Trave sustento
Pensamentos inanimados
Sentimentos perdidos
Fluo insustentável
Quase admirável
Rumo sem norte
Deixo-me ir
Leveza de sentir
Azar ou sorte
Nunca saberei
Do que sou e pretendo
Às vezes nem me entendo
Dou comigo a pensar
Sem ajuda sem lei
Posso ou não recusar
Consciência ou poema
Certeza ou dilema
Quem tomará conta de mim
Como vou terminar
Como será o fim
Quando eu desistir
E me recusar
A não partir
…
musa
quarta-feira, 8 de junho de 2011
CAFÉ DA MANHÃ
Levo-te o café à boca
A noite parece ainda
dormir
No umbral do teu
olhar
Parece ainda sentir
Belo intenso madrugar
O gosto da madrugada
O chilreio dos
pardais
A manhã já clareada
Luzindo gume de
punhais
Onde foi que nos
pedimos
Onde foi que nos
perdemos
Os olhares que nos
sentimos
Os beijos que nos
demos
As palavras que
gostamos tanto
As âncoras os nós os remos
Perdidos de riso e
pranto
Por tudo que ainda
temos
Por tudo o que já tivemos
Por tudo o que já tivemos
Os beijos que
amanheciam
Em vale de lençóis
floridos
Nossas bocas se
pediam
Em olhares
enternecidos
Mãos cortando o
silêncio doce
Presos gestos na
escuridão
Como se ainda a noite
fosse
A esconder nossa
paixão
E o café dessa manhã
Fica na mesa a
arrefecer
Madrugada doce avelã
Que nos faz acontecer
Da tua boca lábios
romã
Trazes de noite a tua
fome
A pele sabor canela e
romã
A romper o dia que
ainda dorme
Pele que eu sacio sem
saber
Ternura que me sabe
no peito
Bebo-te café aroma
prazer
Em cafezais no nosso
leito
Sacio loucura na tua
sede
Quanto mais amo mais
louca sou
Dominada inteira na
tua rede
Sou companheira e a
ti me dou
Não sei se vivo se
vou morrer
Ainda a madrugada
acontecia
O café já não pude
beber
Pois tua pele me
arrefecia
Em calor ardente
dócil distante
Tinha o dia em mim a
começar
O sol rompia como
amante
Da noite que amei e
estava amar
…
musa
terça-feira, 7 de junho de 2011
MUSA RENASCENTISTA
Vem numa viagem de sentidos pela musa renascentista em poesia de insanos prazeres...
http://musarenascentista.blogspot.com/
quarta-feira, 1 de junho de 2011
SER CRIANÇA SER MENINO
Hoje é o dia da CRIANÇA
Mas nem sempre se lembram de mim
Por vezes nem vivo a infância
Encurtando-me o fim
Terei uma vida longa e feliz
Cabe aos adultos dizer
Ser menino e ser petiz
Ter seu tempo de aprender
Acima de tudo o afecto
Às vezes tão ausente
Como um sonho secreto
Contado a toda a gente
E nessa inocência tão pura
Acreditem poetas
Só queria sentir-me segura
Nas vossas mãos abertas
Ter mil colos de carinho
Ter mil abraços de ternura
Os versos mais profundos
Cuidarem do meu destino
Aos olhos de tantos mundos
Ser CRIANÇA ser MENINO
…
musa
terça-feira, 10 de maio de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
POEMA DESFEITO EM VERSOS
Vou
escrever onde os homens gotejam
De
tanto pecarem pingam sémen
Onde
lágrimas tombam desejo
Vontades
sobejam
E mãos
afagam membros erécteis
E
olhos se fecham na esterilidade
Do
poema desfeito em versos
Num
vaivém inutilidade
Apunhalados
em poesia
De
acariciados sentidos
Em
mente orgia
Meus
reversos
Noite
e dia
Perdidos
Ficam
gotas leitosas esbranquiçadas
Denunciando
o pecado e a heresia
As
prosas engalanadas em poesia
E os
dizeres em afagos de mãos fechadas
Incriminam
o verso tido imoral
E a
mente da poetisa ousada
Verte-se
quase imortal
Na
rima desnorteada
Imprópria
surreal
Desgovernada
Desengonçada
Destemperada
Soluça
poético espasmo do verso
Masturbado
na indecência incontida
Em
rima de maledicência destemida
Jaz a
melancolia incompreendida
Na
mente sobeja e grassa o poema
Na
indolente matéria poetada
Goteja
incessante dilema
Na
forma desinformada
Formula
ou teorema
Poesia
maltratada
Vil
esquema
Tema
tesão
Ei-la
a rima que me acena
Alarmada
na flor brusquidão
E
grita: que fazes tu ao verso?
É
poesia ou masturbação dos sentidos
É um
poema imerso na inquietação e gemidos
Do teu
corpo desassossegado?
Ri-o o
sorriso orgasmo encontrado
Aflorando
a estrofe em carícias doces
Deixo
excitada vibrar em lentidão
Todo o
poetar de alma e corpo amado
E
antes que em mim fosses
Amor
ou louca paixão
Sacio
verso acabado
Sem
solução
…
musa
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
MAR DE MIRAGENS
Nessa tua alma angústia possa eu florir
Ser-te a escuridão vestida de lua cheia
E de claridade em sombras te possuir
Onde de terna luz em vagas ela ondeia
Desassossego espanto todo mar e areia
Que na noite me chama para assim unir
Todo sangue luz que corre em cada veia
Palavras claridade que parecem se abrir
Num terno doce pranto de ondas em desejo
Como se vagas fossem árvores da floresta
As folhas eu agito em murmúrios dum beijo
Misturo mar e campo em sombras paisagens
Na negra noite abro de luzes essa louca festa
E toda eu me revelo nua lua mar de miragens
…
musa
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
TRANSMONTANA
Das faldas da montanha
Desci para o mar
Saudade estranha
Parece ficar
Deixei campos de olivais
Direcções cruciais
Deixei searas
Belas tiaras
Deixei vinhedos
Guardei segredos
Lameiros de feno
Terras cultivadas
Aroma veneno
Paisagens enfeitiçadas
Fragas
Ribeiros
Fontes
Penedos
Caminhos
Chão
Donde nasci
Grata paixão
Trouxe comigo
Aqui senti
Ser solidão
Alma inteira
Corpo rude
Dócil abrigo
A vida por companheira
Tudo o que pude
Crime e castigo
Lodos e lamas
Chuvas e trovoadas
Rezas profanas
Santificadas
Olhar atiçado
Em fogos humedecidos
Sentido sagrado
De tantos sentidos
Em terra amanhada
Mão na enxada
No corpo cansado
De tanto prazer
De tanto viver
De tanto sonhar
O sonho alado
Deixado esvoaçar
De Trás-os-Montes
Da natureza
Musa das fontes
Verso pureza
Prosa poesia
De saudade veste
Corre nas veias
Lembranças ateias
Fogo incendeias
Agreste
Fantasia
...
anabarbarasantoantonio
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
CONFRARIA DE POETAS NO FACEBOOK
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
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