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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VERSO

Um verso
Que mal um verso há-de fazer
Elos de palavras aguilhoadas
Pelo prazer de o escrever
Palavras todas amotinadas
Estrofes unidas emparelhadas
Frases encadeadas
E o ritual de o dizer
Na poética entoação
As paginas viradas
Quase canção
Às vezes a rimar
E se o corpo perfeito
Num soneto bem feito
Modelado pelo punho da mão
Cinzelado ao desbaste do olhar
O verso fica a palpitar
Fica a bater sem jeito

Como um coração 
A ofegar de sentir
Coisa de emocionar
Nem precisa de se ler
E para o poema existir
E a coisa se compreender
Saiba-se o conceito
O verso há-de nascer
Ávido dom a desabrochar
Bem fundo dentro do peito

Poesia de segredos escondidos
Onde a alma lá há-de estar
Nos mais íntimos versos
Carnal seiva de sentidos
A suspirar 
 ...
musa

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