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terça-feira, 14 de junho de 2016

POEMA DE SANGUE

POEMA DE SANGUE

Descobri
Entre os corpos amotinados
Um sangue vermelho vivo
Entre os corpos baleados
Um rosto perfeito
Entre os corpos ensanguentados
Um olhar expressivo
A bater-me no peito
O mesmo coração

Senti as asas da alma a esvoaçar-me
A pele dos sentidos na ingratidão
O colorido do tempo a desarmar-me
Do sonho esventrado desfeito
Uma raiva ferida a olhar-me
O golpe mortal da traição
A injustiça sem jeito
A inocente vida das rosas em verso
A chorar-me
Estranha desilusão
A manchar de sangue o universo
A terra toda a condenar-me
O silêncio da solidão

Menti todos os dias a pena que me coube
À flor da idade em condenação
Perdi de mãos vazias e não soube
Que viveria para morrer sem razão
musa

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