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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os Antónios da minha vida - o barco e a âncora

Passou-se mais um centenário sobre o nascimento do misterioso e espiritual poeta português, meu mestre Fernando Pessoa, o barco da minha poesia e, outro Fernando, o Sto. António de Lisboa, a âncora afundeada nas profundezas do meu ser. Aos dois devo o espírito de aqui vir lavar a minha alma, com palavras submersas de utopia a ondular o silêncio de tudo o que se não mexe, submergidas pela bruxuleante luz dispersa de tinta de lágrimas, de todos os meus dias, amparados de desassossego.
Venham aqui, escrivinhadores de palavras apinocadas, botar faladura sobre cousas do tempo, bater sentimentos em letras tecladas no fio sentido de cada momento, na surdez absurda de noites longas de solidão, escrever tudo muda, tudo muda...dando voz à razão, dando colo às palavras que se querem sejam breves por instantes, porque isto de bloguar, já não é como dantes, essas noites que eram para sonhar, nem que fosse com elefantes a arrastar correntes de escritas por imaculados prados de folhas soltas à leve brisa do pensar e o dia...Ah, o dia, esse! Era alegria que merecesse ser um punhado de palavras, num ramo de afectos por florecer, entre os sentidos despertos para viver, esquecidas as mágoas.
ana barbara santo antonio

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