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sábado, 7 de novembro de 2009

CORPÓREA PRIMAVERA

Pérfida primavera que aos meus olhos de lágrimas cheira
Nas minhas mãos humedecidas grita de rebentos sulcados
Na boca sabe-me a terra de húmus sangrenta verdadeira
Fustiga de cor negros risos meus lábios ardentes pecados
Impetuoso teu ventre de raça tez enclausurada meu olhar
Sossega teus seios renascer de flores folhas frutos d’ouro
De ramos estendidos cobres teu corpo ateia desabrochar
Pronta missiva o estio de cores secas cobiçado o tesouro
Estéril tua primavera que nos meus braços adormeces nua
Figura donzela de olhar azul eterna musa de cabelo louro
De sentidos corpóreos fios de luz espalham como raios lua
Ah! Fosse teu ser mulher de cores sabores cheiros olhares
Prenhe de vida renascimento em chão coroado vindouro
e… por grandeza seres primavera em mim até te cansares
...
musa

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