DO AMOR NÃO SABEMOS
Tardio
Talvez nunca fosse
Não mais do que a impressão
De um sentimento vazio
A leve sensação
Algo a ser
Do amor não sabemos
Sem tempo de aprender
Nem nunca tivemos
Gosto a saborear
Dúbio querer
Do olhar
Metade do infinito de mim
O coração na boca do paladar
A urgência de sentir
Um sem fim
De argumentos e citações
E metáforas indigestas
Tremulas ilusões
Esquinas e frestas
O oblíquo da luz
A romper
Arestas
A dor que seduz
Vaga paixão
De prazer
Dizem de um amor a ferir
Ou silêncio a bramir
Sem acontecer
No coração
...
musa
PENAS DA ALMA PARA A MÃO - papiro editora TEU CANCRO MEU - papiro editora RUSSA A BURRINHA TECEDEIRA - papiro editora À FLOR DA PELE DOS SENTIDOS DA ALMA - pastelaria studios editora
sexta-feira, 2 de março de 2018
ANGULAR
ANGULAR
Um fio solto de sombra
Oculta breve escuro
Recanto endurece
Luz obsidiante
Envolto obscuro
Na escuridão acontece
Tremulo inquietante
O tempo maduro
Apodrece
Na angular travessia
Retorcidos os dias
A luminosidade tece
Horas tardias
De poesia
E ângulos de palavras extintas
Letras folhas linhas versos tintas
Um tratado de sentidos e de melancolia
Metáforas indistintas
A angulada nostalgia
A querer dizer
Contornos poemas
Pensamentos confiados
A angular pedra por escrever
Ou apenas
Dois olhos fechados
Que não sabem ler
...
musa
Um fio solto de sombra
Oculta breve escuro
Recanto endurece
Luz obsidiante
Envolto obscuro
Na escuridão acontece
Tremulo inquietante
O tempo maduro
Apodrece
Na angular travessia
Retorcidos os dias
A luminosidade tece
Horas tardias
De poesia
E ângulos de palavras extintas
Letras folhas linhas versos tintas
Um tratado de sentidos e de melancolia
Metáforas indistintas
A angulada nostalgia
A querer dizer
Contornos poemas
Pensamentos confiados
A angular pedra por escrever
Ou apenas
Dois olhos fechados
Que não sabem ler
...
musa
VIOLETAS DE MARÇO
VIOLETAS DE MARÇO
Tímidas ainda em botão
Escondido lilás por florir
A terra húmida a sorrir
Do ribeiro a ilusão
Dos verdes prados a cercania
Parecem esvoaçar borboletas
No chão desabrocham violetas
Pequenos versos da poesia
Dos vasos rumores da primavera
São as primeiras do tempo
Como se Março tivera
Das chuvas o doce lamento
E o gelo as neves e tão frio
A floração da intimidade
Inverno ou eternidade
Lágrimas gotas do rio
Querem florir as violetas
Algo a dizer escondido
Escrito nas pétalas secretas
Um amor louco sentido
...
musa
Tímidas ainda em botão
Escondido lilás por florir
A terra húmida a sorrir
Do ribeiro a ilusão
Dos verdes prados a cercania
Parecem esvoaçar borboletas
No chão desabrocham violetas
Pequenos versos da poesia
Dos vasos rumores da primavera
São as primeiras do tempo
Como se Março tivera
Das chuvas o doce lamento
E o gelo as neves e tão frio
A floração da intimidade
Inverno ou eternidade
Lágrimas gotas do rio
Querem florir as violetas
Algo a dizer escondido
Escrito nas pétalas secretas
Um amor louco sentido
...
musa
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
NÃO DEIXAREI A TRISTEZA
NÃO DEIXAREI A TRISTEZA
Bairros ausentes de janelas fechadas
Lavradio de silêncio em memórias guardadas
Quem sabe testamentos por cumprir
No papel rasgado o desassossego desolador
E no esquecimento do pó humedecido
Um olhar da janela entristecido
A sombra luz a refulgir
Em laivos fugidios de amor
Uma telha desviada
Uma brecha mutilada
Um vidro partido
A brisa bruma névoa a fluir
E o lugar da porta ausente
Todos os sonhos evadidos
Nada por possuir
A cama ainda quente
As lágrimas a escorrer
E a única certeza
Não deixarei a tristeza
No vão da vida morrer
Por entre os versos perdidos
Um odor de grito profundo
As tábuas do chão dos sentidos
E dos verbos tanto que fica por escrever
No fundo da alma bem fundo
Resquícios do encerado em vincos mágoa
Farpas nos dedos feridos
Preces murmúrios gemidos
Olhos vazios ombros descaidos
O maior peso do mundo
A palavra
musa
Bairros ausentes de janelas fechadas
Lavradio de silêncio em memórias guardadas
Quem sabe testamentos por cumprir
No papel rasgado o desassossego desolador
E no esquecimento do pó humedecido
Um olhar da janela entristecido
A sombra luz a refulgir
Em laivos fugidios de amor
Uma telha desviada
Uma brecha mutilada
Um vidro partido
A brisa bruma névoa a fluir
E o lugar da porta ausente
Todos os sonhos evadidos
Nada por possuir
A cama ainda quente
As lágrimas a escorrer
E a única certeza
Não deixarei a tristeza
No vão da vida morrer
Por entre os versos perdidos
Um odor de grito profundo
As tábuas do chão dos sentidos
E dos verbos tanto que fica por escrever
No fundo da alma bem fundo
Resquícios do encerado em vincos mágoa
Farpas nos dedos feridos
Preces murmúrios gemidos
Olhos vazios ombros descaidos
O maior peso do mundo
A palavra
musa
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
MENINA
MENINA
Uma flor oriunda
Luz da madrugada
Envolve profunda
A terra sagrada
Teu sangue erguido
Ao altar em esplendor
O doce sentido
Pétala caída
Doce fervor
Pedaço de vida
O sonho prometido
A lua oferecida
O grito derradeiro
O maior o primeiro
Desejo desmedido
Alegria frágil dor
Sensível harmonia
Dádiva do universo
Ternura melancolia
Graça sem preço
Serenidade
Doçura de poesia
O mais lindo verso
De um poema de amor
Menina sinfonia
Meiga intimidade
para a tua primeira netinha
Uma flor oriunda
Luz da madrugada
Envolve profunda
A terra sagrada
Teu sangue erguido
Ao altar em esplendor
O doce sentido
Pétala caída
Doce fervor
Pedaço de vida
O sonho prometido
A lua oferecida
O grito derradeiro
O maior o primeiro
Desejo desmedido
Alegria frágil dor
Sensível harmonia
Dádiva do universo
Ternura melancolia
Graça sem preço
Serenidade
Doçura de poesia
O mais lindo verso
De um poema de amor
Menina sinfonia
Meiga intimidade
Afago sedutor
Felicidade
…
musa
Felicidade
…
musa
PROTECÇÃO AO PARTO
PROTECÇÃO AO PARTO
em memória da bisavó parteira
Maria da Encarnação
Ainda hoje te invoco
In loco
Ainda acendo a vela
A iluminar
Memória extenuante
Saudade distante
Luminosidade do olhar
Os teus olhos de um azul aguado
Aberta a janela
Para o tempo
No passado
As pernas escancaradas
As mãos ferradas
No gradeamento
Do infinito leito
E a bater no peito
Morno húmido leitoso
Um grito poroso
Quase lamento
A deixar transparecer
Da tesoura o corte
O fio de coser
O sentimento
E o medo da morte
E o lívido aço
E no rosto o cansaço
E a avó aliviada
E o parto no regaço
A sina a sorte
Assim ditada
Terna protecção
O doce abraço
Mansa a vida
Prece oração
Sentida
...
musa
em memória da bisavó parteira
Maria da Encarnação
Ainda hoje te invoco
In loco
Ainda acendo a vela
A iluminar
Memória extenuante
Saudade distante
Luminosidade do olhar
Os teus olhos de um azul aguado
Aberta a janela
Para o tempo
No passado
As pernas escancaradas
As mãos ferradas
No gradeamento
Do infinito leito
E a bater no peito
Morno húmido leitoso
Um grito poroso
Quase lamento
A deixar transparecer
Da tesoura o corte
O fio de coser
O sentimento
E o medo da morte
E o lívido aço
E no rosto o cansaço
E a avó aliviada
E o parto no regaço
A sina a sorte
Assim ditada
Terna protecção
O doce abraço
Mansa a vida
Prece oração
Sentida
...
musa
domingo, 14 de janeiro de 2018
CALIGRAFIA DO CREDO
Ao meu misterioso poeta ...
CALIGRAFIA DO CREDO
Acreditas nos lagos azuis
Cheios de mistérios por decifrar
O mapa da alma no olhar
A sensível estrada por onde caminhas
E nessa caminhada adivinhas
As asas com que de palavras sonhamos voar
"Só estou de passagem
De mãos vazias
Sem bagagem ou mala
Lonjuras sombrias
Ou safra onde esquecer
No suor a imagem
O grito que cala
O doido sofrer
O desamor
Ou desafio
Deságio
O frio
A dor
A sensibilidade
O presságio
A intimidade
A alegria ou o terror
Com que ficamos para a eternidade
J."
Tropeço nos rumos
Trilhos da imaginação
Na desorientada saudade
Na ilusão à deriva
Na solidão esquecida
Melancólica sedução
Caligrafia do credo
Nos versos e na verdade
Onde tarde ou cedo
Rasga dilacerante
No mais profundo consentir
Creio na poesia escrita pulsante
A correr viva o poema
Contundente a ferir
Asa serena
Distante
Sentir
...
musa
CALIGRAFIA DO CREDO
Acreditas nos lagos azuis
Cheios de mistérios por decifrar
O mapa da alma no olhar
A sensível estrada por onde caminhas
E nessa caminhada adivinhas
As asas com que de palavras sonhamos voar
"Só estou de passagem
De mãos vazias
Sem bagagem ou mala
Lonjuras sombrias
Ou safra onde esquecer
No suor a imagem
O grito que cala
O doido sofrer
O desamor
Ou desafio
Deságio
O frio
A dor
A sensibilidade
O presságio
A intimidade
A alegria ou o terror
Com que ficamos para a eternidade
J."
Tropeço nos rumos
Trilhos da imaginação
Na desorientada saudade
Na ilusão à deriva
Na solidão esquecida
Melancólica sedução
Caligrafia do credo
Nos versos e na verdade
Onde tarde ou cedo
Rasga dilacerante
No mais profundo consentir
Creio na poesia escrita pulsante
A correr viva o poema
Contundente a ferir
Asa serena
Distante
Sentir
...
musa
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
MADRUGADA
MADRUGADA
Acordo às seis da manhã
Acendo a madrugada
No escuro da alma
Às seis a vã
Claridade
Tropeça no sombrio
Silêncio que acalma
O mar como um rio
De sombra intimidade
E o sussurrar da estrela alva
Vai tingindo a manhã de luz
E cedo a escuridão manchada
Do despertar da alvorada
A vigília conduz
Doce erguer
Da matinal vida
A eterna toada
Do curto viver
A espiral missiva
Que a morte tardia
A cada dia
Agradecer
...
musa
Acordo às seis da manhã
Acendo a madrugada
No escuro da alma
Às seis a vã
Claridade
Tropeça no sombrio
Silêncio que acalma
O mar como um rio
De sombra intimidade
E o sussurrar da estrela alva
Vai tingindo a manhã de luz
E cedo a escuridão manchada
Do despertar da alvorada
A vigília conduz
Doce erguer
Da matinal vida
A eterna toada
Do curto viver
A espiral missiva
Que a morte tardia
A cada dia
Agradecer
...
musa
VIAGEM DE SILÊNCIO
VIAGEM DE SILÊNCIO
Atravesso florestas de luz e silêncio
Ruídos de folhas a balançar
Asas de pássaros assustados
Rios rebeldes agitados
Sereno trepidar
Guia a luminosa viagem
E ao atravessar a paisagem
Dos caminhos à clareira
No silenciado olhar
Parece bramir a imagem
Da folha a cair
No regato húmido e ruidoso
O morno sol como uma lareira
Espelha o fogo dançante
Do silente sentir
Áspero rugoso
O frio enrijece a madeira
Parece ferir
A luz soluçante
O riacho que chora
A treva delirante
Onde o grito se demora
Quase que gemidos
Rasgam deslumbrados sentidos
Secretos lugares por descobrir
E mais adiante
Recantos perdidos
Sente-se a alma
Em íntimo divagar
Por templos esquecidos
Luminoso existir
Parece persistir
Onde repousar
Sonhos vivos
E ficar
...
musa
https://youtu.be/ou4Bw5QUaH4
Atravesso florestas de luz e silêncio
Ruídos de folhas a balançar
Asas de pássaros assustados
Rios rebeldes agitados
Sereno trepidar
Guia a luminosa viagem
E ao atravessar a paisagem
Dos caminhos à clareira
No silenciado olhar
Parece bramir a imagem
Da folha a cair
No regato húmido e ruidoso
O morno sol como uma lareira
Espelha o fogo dançante
Do silente sentir
Áspero rugoso
O frio enrijece a madeira
Parece ferir
A luz soluçante
O riacho que chora
A treva delirante
Onde o grito se demora
Quase que gemidos
Rasgam deslumbrados sentidos
Secretos lugares por descobrir
E mais adiante
Recantos perdidos
Sente-se a alma
Em íntimo divagar
Por templos esquecidos
Luminoso existir
Parece persistir
Onde repousar
Sonhos vivos
E ficar
...
musa
https://youtu.be/ou4Bw5QUaH4
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