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sexta-feira, 15 de junho de 2012

VALE DE LÁGRIMAS

Tenho lágrimas presas
No fundo vale do meu sentir
Um fio de emoção no desfiladeiro
Preso nas escarpas do entorpecimento
Tenho na solidão o sangue aguado
No fundo encantado do sentimento
Coeso fundido liquefeito
Moldado todo inteiro
Um vale de sentidos no meu peito
Lírios floridos em doce leito
O choro tinta de um tinteiro
Com que escrevo cartas ao vale
Enevoadas pelo brumaceiro
Da paisagem acidental
Palavras escritas a tinta de lágrimas
De suave e adocicado cheiro
Humedecendo o aluvial
Perdido no denso nevoeiro
Do choro intemporal
Onde me tenho pensamento
Tenho teias de emoção
Com pérolas de orvalho dos sentidos
Em abissal sentimento
Espectral submissão
Por caminhos perdidos
Onde sou desalento
O choro em vale de lágrimas
Imortal sentir
Irreal alento
Lacrimal
musa

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