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domingo, 16 de julho de 2017

VELHA SAIA

VELHA SAIA

Guardo histórias na bainha descosida
Da velha saia que vesti
De antigas memórias de uma lembrança perdida
De coisas de lugares de um tempo que quase esqueci
E no esquecimento sem saber ao certo
O rumo desorientado e incerto
Por caminhos de infinito
Prantos lamentos a prece o grito
A erguer altar mais alto e perto
Deste aperto de peito e alma a transbordar
A cegueira mais doce do olhar
Este choro profundo
O sofrimento do mundo
Esta treva a ameninar
O último estádio da vida
Tantas as lembranças a desfilar
Nos olhos humedecidos
De entardeceres antigos
E sonhos e pesadelos e castigos
Uma roda bordada na saia que vesti
Velho trapo a lembrar o passado
Já guardei as histórias que vivi
Na saia agora um legado
...
musa

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