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domingo, 16 de julho de 2017

A VELHA MANTA

A VELHA MANTA

Das agulhas ponto a ponto ou do tear
A trama ou cinco curvas a domar a lã
Em novelos ou meadas a urdir a manhã
E as mãos cansadas de pontos e de dobar

O pelo das ovelhas em manso rebanho
Madrugadas frias ou o sol a aturdir
E a velha manta a crescer o tempo duro e estranho
Pesado e lento desassossego de sentir

Somente a invernia cede ao fardo do fio tecido
Na dura ilusão das noites friorentas
Com lágrimas misturadas na poesia do sentido   

A velha manta que ainda perdura
A lembrar a avó das mãos ternurentas
E uma réstia de amor com laivos de loucura
...
musa

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