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sábado, 24 de junho de 2017

ANJO DE PORTUGAL

ANJO DE PORTUGAL

Sombria a lágrima dor
A luz pétala da flor
Negra chama ardia
Do cálice fogo da tua mão

Será poesia
E as asas labaredas
De um azul ensandecido
Desciam a escuridão
Do lume enfurecido
Chamas pelas veredas
Do caminho desconhecido
A comungar sem perdão

E de lágrimas no rosto
Pergunto ainda
Onde estavas tu Anjo de Portugal?
E se foi fogo posto
Esta raiva que não finda
Quem comungou desse mal
E deixou tela tão negra
A mais triste e fria seda
Esta loucura e desespero
Do luto que veste um país
Da justiça que eu espero
Tenha esse infeliz
musa

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