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segunda-feira, 15 de maio de 2017

QUE NOME DAR AO POEMA

QUE NOME DAR AO POEMA

Oblíquos os poemas
Atravessam giestais
Sedentos braços de vento
Brisas guturais
Com suas flores serenas
Do branco ao amarelo
Irrompem do amanhecer
Iludem o tempo
Tão belo

Emudecem a voz que ecoa
Dos planaltos assim vestidos
Sussuram de asas sentidos
E a palavra voa

Ensinei-lhes o meu grito inesperado
Entrelaçado de giestas em flor
O odor do corpo cansado
Na intimidade dos montes
Entoei loas de amor
Da montanha altar
Das fontes
Nascentes
O olhar

A esconder o entardecer
Em velas de fogo e luz
E sombras a cintilar
Onde a brisa conduz
Barcos à deriva
A naufragar
Sem o saber

E da serrania
A deslumbrada visão
Trémula e frágil a vida
Paisagem de poesia
Silêncio e solidão
A maresia
Oferecida

musa

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