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terça-feira, 30 de maio de 2017

PORQUE ESPERAS

PORQUE ESPERAS

Das esperas
Desesperos
Dos cansaços
Momentos tão sinceros
Únicos deveras
Morrer nos teus braços
Com sofreguidão
Silêncio
Sentir
Deixar que o tempo
Se apague em lentidão
Deixar que a pequena morte chegue mansamente
Sem precisar fingir
Morrer abraçada à meiga paixão
Intimamente
Até o desejo eternamente
Cumprir querer
Ao fechar os olhos de prazer
...

musa

Quero ainda
Encontrar-te nos versos
Nos abraços de silêncios entre palavras
E despirmos as vogais pela mão
Deixarmos sentidos pelo chão
E poemas inteiros e dispersos
Os passos de um adeus emudecido
E entre os abraços o gemido
Da boca o sentir e a tentação
Os gestos os acenos e os reflexos
Das lágrimas escondidas do olhar
A rima distante
O verso livre e ausente
A tristeza a deslumbrar delirante
Uma lágrima a esvoaçar
O poema insolente
Que nunca saberei declamar
...
musa

... insinua o poeta...
"é muito bonito o que escreve, vai sair poema?"
A poesia é uma mulher vestida de palavras despidas até à alma
Nada nem ninguém consegue despir nos vestindo nos de sentidos
A pele da sedução
"a Poesia sabe as pessoas de quem se aproxima e quem seduz...
não se consegue despir a poesia
ela vem nua sempre"
Magnanimamente meiga espiritualmente torrencial
Sangue e sentidos
Surpresa carnal
Fogo aceso oração
Silêncio sepulcral
Intimidade verso
Unidade indivisível da criação
Talvez sensibilidade do universo
A respirar imaginação
musa

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