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segunda-feira, 8 de maio de 2017

DO TEU OLHAR

DO TEU OLHAR

Como mil feras loucas arranhando-me a pele
De se sentirem prisioneiras sem terem a culpa
Mil feras enfurecidas a espumarem raiva e fel
Sem perdão ou arrependimento ou a desculpa

Da ingratidão talvez que assim seja o amor
A paixão ao sentir-se encurralada ou presa
E um brilho de metal afiado a cintilar a dor
Tão cortante tão cruel e tão chama acesa

De tanto sofrimento a vida insípido o sonho a ser
Do teu olhar ríspido ausente silêncio imperfeito
Faz todo o meu corpo e alma de luto entristecer

Sem mais razão de viver do que a luz da eternidade
A cintilar nos olhos o amor que ainda bate no peito
Mil feras de loucura a baterem-se de saudade
musa

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