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segunda-feira, 10 de abril de 2017

IDENTIDADE

IDENTIDADE

Quando não sei mais
De onde eu sou

Venho aqui

Por caminhos a desfigurar o verso
Sulcos abrindo feridas no chão
Pedras a escorrer chuvas mansas

Talvez saiba aonde vou
Transpondo portais
De sentidos
Do que perdi

Este infinito universo
Carregado de escuridão
De anjos e de crianças

A estrada de iluminada lonjura
Pontilhada de medos
Ensombrada de loucura
De mistérios de segredos

Pontos cardeais
A delimitar identidade
Forças transcendentais
A indicar a cidade
Ao longe a aldeia que deixei
E o tanto a esperar

Uma lágrima no olhar
A romper alvorada
A terra de lei
Berço dos pais
Húmus que amei
De que não resta nada
Ou restos de um poema
Partículas de identidade indefinida
A alma serena
Cais de intimidade
A terra perdida
Do luto e da saudade
...
musa

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