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domingo, 26 de março de 2017

NAUFRÁGIO

NAUFRÁGIO

As saudades ao abandono casca de noz
Naufragos de beijos da pele do cio
No embate violento do silêncio sem voz
Afundadas no tempo na distância no vazio

Como se houvera as tuas mãos na profundidade
Das vagas frias no embalo de um abraço
No temporal naufragado da ternura saudade
E deixar-se fundear como âncora do cansaço

Teus olhos escuridão murmúrios farol acendido
A tarde em que naufraguei na carnal intimidade
Do mar desassossego em ruínas na fúria do sentido

No sal das lágrimas rompi o casco da vida
À deriva da solidão a triste cumplicidade
Que o amor no fundo é só uma despedida
...
musa

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