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sábado, 11 de março de 2017

AO PALADAR

AO PALADAR

Meu amor pela cozinha inventada
Quando às vezes trago o mundo
Para dentro das panelas
E de uma inspiração inesperada
Abro de dentro de mim janelas
Um sentir inebriante e profundo
Uma alma calada
Porque ao cozinhar o silêncio reinventado
De cheiros e sabores
Às vezes de lágrimas temperado
De cores e de odores
Fluídos e sentidos
Matizes de paisagens
Felizes viagens
Na minha cozinha
Trago à memória lembranças
Doces saudades
Uma intimidade tão minha
Rituais feitiços e danças
Ternas cumplicidades
Picantes ou o gozo sal
Cânticos e preces do olhar
Espiritual ou carnal
O tímido paladar
De quem sabe viver
E nunca quer esquecer
Que pela boca se sabe amar
O melhor tempero da vida
Odor que tempera o coração
Uma fome jamais esquecida
Com gosto a imaginação
musa 

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