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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ÚLTIMO ABRAÇO

ÚLTIMO ABRAÇO

Posso pedir-te uma coisa?
- Sim, diz...
O tempo todo que estiver aqui contigo,
não me largues dos teus braços,
deixa-me ficar aqui, quieta, no teu abraço...
- Assim bem agarrada, muito apertada!
Morreria aqui entre os teus braços...
Deixaria aqui todos os meus cansaços...
entre os teus beijos
Que amor este
Pauta de solfejos ainda por escrever
A folha vazia de um caderno
A tela nua em desejos de prazer
O mármore duro eterno
Que uma lágrima poderia desfazer
Que amor este
Entre braços em profundidade
Estremece vidrado no olhar
Quando grita de saudade
Na pele de corpos nus e a suar
Que amor este
Entregue ao tempo e à eternidade
Dos delírios mais profundos e estranhos
De todos os encantos tamanhos
Fins e começos do sentir
Em obscura e secreta intimidade
Que faz todo o sentido existir
E num abraço de ternura
A vida toda em cumplicidade
Faz do amor a maior loucura
...
musa

2 comentários:

sfich disse...

Se por ti me entrego em verso
retiro uns versos de ti;
Mnemónica-sucesso!
Esqueço apenas o reverso
dos versos que te aprendi...

É no acto de te ler,
que sinto quanto me falta
se te quisesse escrever!...

Pois quando a gente lê
quem escreve
o que fica entre a alma de quem sente
e o sentido de quem lê,
é que vê, claramente,
pelo bater do coração,
qual é a gente que sente...
Quem é profundo ou quem não.

E, assim, é evidente,
a gente vê quem é gente
pelo bater do coração!


sfich


ana barbara santo antonio disse...

Bonito <3