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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PÁLIDA NOITE

PÁLIDA NOITE

Eu sou a cal do corpo pálida e fria
Quando a negra noite pinta o olhar
E tinge de escuridão e agonia
A treva energúmena a ofegar

E queima as veias de sangue e sentimento
E suga a alma em descrença
E rasga a carne em curtimento
Sem que o dia lhe pertença

E a noite mais profunda vem dos mortos
Da luz cega infinda ante os mortais
Daqueles que vivem sem serem corpos

Rastejam murmuram a loucura
São féretros de silêncio transcendentais
Em fogo noctívago que tortura
...
musa

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