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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MANHÃ DE SINCENO

MANHÃ DE SINCENO

As manhãs como auroras gélidas de alvo sinceno
Que ao longe os montes vestem de noiva invernia
Brancas flores silvestres dançando ao vento ameno
Na paisagem coberta de neve densa a neblina fria

Esmaece a sombra do dia clareando em sol ausente
No gelo pingando como franjas de um xaile branco
No chão húmido bafo respira em flor a névoa quente
Acordando a vida em misterioso e velado manto

Puro de algodão molhado que se esfuma ao passar das horas
Da madrugada tímida ao mais belo instante do anoitecer
Derramando a escuridão em todos os recantos e demoras

Trazendo mais sinceno e neve a engrossar o frio da montanha
Que parece chorar de orvalho gelado e os campos entristecer
De uma alvura inóspita e grandiosidade meigamente estranha

musa

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