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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ESPERAR

ESPERAR

Já não sei mais o que espero
Este inverno longo e frio
Das ruas sombrias e ausentes
Do amanhecido desespero
O caminho ao vazio
As mãos escondidas e quentes
O sentimento que não quero
As palavras eloquentes
Da apatia a florir
Nobre o desfile da pressa loucura
O sol que não quer abrir
A espessa tortura
O gelo que teima em ficar
E o denso nevoeiro em pesado abraço
Profundo perdura
Carrega silêncio e cansaço
E com dois dedos de alma
Fecha o olhar
Liquido e baço
Desesperado a desistir
A resistência do sentir
Uma réstia de esperança que ainda dura
O corpo escondido debaixo do cartão
A esconder a dignidade
Nos lábios o beijo da solidão
Na boca a arroxeada tonalidade
Da vida em escuridão
A humana miséria a esperar
Porque tarda tanto desesperar
...

musa

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